A Bolsa de Valores brasileira viveu momentos difíceis no mês de fevereiro. A disseminação do Coronavírus pelo mundo fez com que o índice Ibovespa fechasse o período com queda de 8,43%. Esse resultado, mesmo que em menor grau, também foi sentido pela Forluz, fazendo com que este segmento fechasse o mês com retorno negativo de 7,62% no Plano B, 7,59% no Plano A e 7,60% para o Plano Taesaprev.Com isso, a carteira de Renda Variável da Fundação foi impactada e, consequentemente, os resultados dos planos.
Segundo o gerente de Renda Variável e Macroalocação da Entidade, André Buscácio de Sousa, cabe ressaltar que esses números dizem respeito somente à Renda Variável. A rentabilidade dos planos ainda depende do fechamento dos demais segmentos e será divulgada no próximo dia 11 de março. "As notícias de que o vírus estaria se espalhando de forma mais acentuada gerou receio de que a situação da China, onde houve fechamento de fábricas e locais em quarentena, se repetisse também em outros países. Por isso, os investidores estrangeiros começaram a vender, preventivamente, ações brasileiras e buscar títulos soberanos de economias desenvolvidas".
O índice começou a cair levemente a partir do dia 20 e teve pico negativo de 7% no dia 26. André explica que eventos como este são pontuais e, embora gerem efeitos negativos em um curto prazo, a expectativa é de que o cenário se estabilize. "Em geral, é uma questão temporária, que pode ocasionar alguma mudança de comportamento no mercado. Mas a perspectiva maior é de que a situação se normalize", avalia.
Atenção ao longo prazo
É importante salientar que os riscos são inerentes à atividade de gestão dos investimentos. Momentos de oscilações como este podem acontecer, mas é necessário observar janelas maiores de tempo para acompanhar a evolução dos resultados e tomar decisões.
Fonte: Forluz, em 05.03.2020