Por Alexandre Sammogini
A iniciativa de desenvolver o Plano Atuarial de Fomento da Previdência Complementar Brasileira está ganhando força no interior do sistema, ao integrar membros de diversas comissões técnicas da Abrapp. Esse é o esforço realizado nas últimas semanas pela Comissão Técnica Nacional (CTN) de Atuária, que atavés desse projeto pretende contribuir para a retomada do crescimento da previdência complementar fechada.
“Queremos abrir as portas para voltar a crescer a partir da modelagem de novos produtos e mudanças normativas de nosso setor”, explica Thiago Felipe Gonçalves, Coordenador da CTN de Atuária e Gerente de Seguridade e Atuária da Forluz. Ao lançar as bases do plano, a CTN decidiu formar, a partir de sua primeira reunião do ano, realizada em março, cinco grupos de trabalho (GTs). São eles os grupos de normatização, modelagem e fomento, relacionamento com o IBA, com a Previc e com a Subsecretaria do Regime de Previdência Complementar (SRPC).
Em sua segunda reunião do ano, os membros da comissão perceberam a necessidade de contar com a contribuição de participantes de outras CTNs da Abrapp. “Ao iniciar o trabalho de modelagem de novos planos percebemos que precisaríamos da contribuição de profissionais das áreas jurídica, de investimentos e de seguridade, entre outras”, explica Gonçalves.
“O plano de fomento terá êxito apenas se houver integração com as demais comissões da Abrapp. É uma condição para avançar com o projeto”, reforça Liane Matoso Chacon, Diretora da Abrapp e responsável pelas CTNs de Atuária e de Seguridade. Ela explica que a diretoria da Abrapp tem apoiado essa iniciativa dos atuários de buscar a integração não apenas com as demais comissões, mas também de estabelecer um contato direto com representantes da Previc e da SRPC.
Na próxima reunião da CTN, prevista para 30 de junho, estão sendo convidados integrantes de diversas comissões da Abrapp, além de dois representantes do Ministério da Fazenda. “A retomada do fomento é fundamental para todo o sistema, para todas as entidades e para a sociedade, por isso, precisamos reunir esforços de todos”, diz a Diretora da Abrapp.
Modelagem e fomento – O grupo encarregado pela modelagem de novos produtos é um dos mais ativos no trabalho de integração entre membros das CTNs. “Precisamos unir forças para alcançar a viabilidade do projeto. Por isso, estamos realizando diversas visitas a outras comissões da Abrapp”, conta Raphael Barcellos de Faria, Coordenador da CTR de Atuária Regional Sudeste e membro do GT de Modelagem e Fomento. Ele mesmo já participou das reuniões das CTNs Jurídica e de Investimentos.
Gerente de atuária da Braslight, Barcellos também participou de uma reunião da comissão de previdência fechada do IBA (Instituto Brasileiro de Atuária) para levar o novo plano. “Estamos preparando propostas de novos produtos, por exemplo, voltados para o custeio da educação dos filhos ou de planos de saúde. Queremos propor também que o sistema fechado tenha maior flexibilidade para oferecer rendas diferidas e imediatas, a exemplo do que ocorre na previdência aberta”, explica Barcellos.
A redução das diferenças entre os mercados de previdência fechada e aberta é um dos objetivos do Plano Atuarial de Fomento, que tem previsão de ser elaborado até o próximo mês de setembro. “Vamos buscar um consenso dentro do sistema e com os órgãos reguladores para levar as propostas ao Conselho Nacional de Previdência Complementar, através da Diretoria da Abrapp. Não queremos que seja mais um plano que, depois de apresentado, seja deixado de lado”, diz Thiago Gonçalves, Coordenador da CTN de Atuária.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 23.06.2017.