A Fundação Instituto de Pesquisa Econômica da USP (FIPE) realizou nesta sexta (20), em São Paulo, o primeiro encontro de um fórum que pretende realizar estudos e propostas para o incentivo da poupança previdenciária no país. Mais de uma dezena de entidades representativas de diversos setores da economia, entre elas a Abrapp, já aderiram a este movimento que tem como um dos objetivos a formulação de propostas de mudanças estruturais para o sistema previdenciário brasileiro. O movimento foi iniciado pelo professor e pesquisador da FIPE Helio Zylberstajn, que coordenou este primeiro encontro.
“O mote principal é a promoção da poupança de longo prazo para impulsionar a economia e os investimentos em infraestrutura que o país tanto necessita. Para que isso ocorra, é preciso discutir e propor mudanças estruturais na previdência”, explica Luís Ricardo Marcondes Martins, Diretor Presidente da Abrapp. O dirigente esteve presente junto com o Superintendente Geral da Abrapp Devanir Silva ao encontro que ocorreu na Faculdade de Economia e Administração da USP.
Também estiveram presentes Edson Franco, Presidente da Fenaprevi, Déborah Vieitas, Presidente da Amcham, Mauro Cunha, Presidente da Amec, Nilton Molina, Conselheiro da Cnseg, e representantes da Fiesp, CNI, Anbima, Abrasca, entre outros. “Percebemos um forte engajamento de diversas entidades da sociedade civil neste movimento e vemos com muito entusiasmo a oportunidade de apresentar estudos e propostas que incentivem a formação de poupança de longo prazo”, comenta Luís Ricardo.
Reforma para frente - A iniciativa de criação do fórum foi anunciado por Zylberstajn no 38º Congresso Brasileiro da Previdência Complementar Fechada, no ultimo dia 5 de outubro. Na ocasião, o pesquisador da FIPE apresentou um modelo de Reforma da Previdência com mudanças não apenas paramétricas como é a proposta defendida pelo governo Temer.
Na proposta defendida pela FIPE, o novo modelo deveria contemplar quatro pilares: o primeiro básico para toda a população; o segundo com um teto menor que o atual, capitalizado e compulsório, o terceiro coletivo capitalizado opcional e o quarto individual e também opcional e capitalizado. Além disso, a proposta da FIPE propõe a mudança para os futuros ingressantes no mercado de trabalho. “É muito difícil mexer para trás. É mais fácil mudar para frente. Estamos propondo a reforma para quem nasceu a partir do ano 2000”, disse Zylberstajn. A proposta segue uma linha similar ao modelo defendido pela Abrapp.
Fonte: Acontece Abrapp, em 23.10.2017.