
Empresas com uso intensivo de tecnologia que oferecem serviços financeiros, as Fintechs têm crescido aceleradamente e já começam a incomodar as organizações tradicionais do mercado financeiro, sobretudo os bancos. Sílvio Renato Rangel (centro na foto), membro da Comissão Técnica Nacional de Investimentos da Abrapp, vem alertando para a ameaça que as Fintechs representam também para o sistema de Previdência Fechada. “Temos que transformar o potencial de risco em oportunidades, com a formatação de novos produtos e serviços”, disse Rangel em apresentação no 6° Seminário “O Desafio da Gestão de Investimentos na Previdência Complementar Fechada”, nesta sexta, 1 de setembro, em São Paulo.
Considerando apenas Fintechs de investimentos como por exemplo Órama, XP, Magnetis, entre outras, essas empresas saltaram de 26 para 44 entre fevereiro e agosto de 2017 - aumento de cerca de 70% em seis meses. As informações foram apresentadas pelo Co-Fundador da FintechLab Fábio Gonsalez (à esq. na foto). À frente de uma empresa que reúne informações do segmento, o especialista mostrou a evolução das Fintechs - total de 244 - e deu orientações de como as organizações tradicionais podem superar os desafios da inovação tecnológica. “É preciso priorizar a identificação de oportunidades, o acesso à tecnologia de ponta, a cultura do empreendedorismo e a valorização de iniciativas inovadoras”, disse o especialista.
Invasões bárbaras - “As Fintechs são os novos bárbaros batendo na porta do mercado financeiro brasileiro”, disse Vinícius Vazquez (à dir. na foto), Diretor de Desenvolvimento de Negócios da Magnetis em apresentação no seminário, em analogia à queda do Império Romano. Executivo de uma das mais bem-sucedidas Fintechs de investimentos do mercado, Vazquez acredita que as novas empresas de tecnologia têm condições de atrair grande parte do mercado de investidores de varejo devido aos problemas de alta concentração e taxas de administração excessivas praticadas pelo mercado tradicional.
Realizado pela Abrapp nos dias 31 de agosto e 1 de setembro, o 6° Seminário contou com o patrocínio da Mauá Capital, Aditus, BNP Paribas, Bradesco Asset Management (BRAM), F3 Capital, Fator, Franklin Templeton, Modal Asset Management, StepStone, Vinci Partners, Hancock, Private Equity Bay, MSCI, Porto Seguro Investimentos e Way.
Fonte: Abrapp Acontece, em 04.09.2017.