Por Beth Koike
Compartilhamento já é comum em outros países, mas falta consenso sobre o assunto
Num cenário em que o custo da saúde sobe três vezes mais do que a inflação e a inovação eleva os gastos, ao contrário do que ocorre nos demais setores, a indústria farmacêutica está sendo pressionada a compartilhar o risco dos medicamentos de alto custo - já há remédios de quase R$ 8 milhões no Brasil e de US$ 4,2 milhões nos EUA.
Outras drogas com esses patamares de valor vão surgir. As grandes farmacêuticas têm concentrado seus esforços no desenvolvimento de medicamentos para doenças raras e como o número de casos é pequeno, seu custo tende a ser sempre elevado. Ao mesmo tempo, não há volume suficiente de pacientes para o desenvolvimento de todas as três etapas de pesquisas clínicas, o que deixa algum grau de incerteza sobre sua efetividade.
Fonte: Valor Econômico, em 09.09.2024