Falta de processamento sobre disponibilidade, manutenção e processamento de materiais pode afetar o planejamento das equipes e aumentar a pressão sobre CME e centro cirúrgico
Uma cirurgia começa a ser preparada muito antes de o paciente entrar na sala. A organização das caixas, a disponibilidade dos instrumentais e a confirmação de que os materiais passaram corretamente pelas etapas de processamento e esterilização fazem parte de uma cadeia essencial para o funcionamento do centro cirúrgico.
Quando há pouca visibilidade sobre esse fluxo, os impactos podem aparecer em diferentes pontos da rotina hospitalar. Materiais podem estar indisponíveis, em manutenção ou ainda em processamento, enquanto informações importantes permanecem distribuídas entre registros manuais ou diferentes controles. O resultado pode ser retrabalho, dificuldade para localizar itens e atrasos em procedimentos, comprometendo a programação das equipes e a utilização da capacidade do centro cirúrgico.
Para o paciente, uma falha que começa nos bastidores pode chegar até a assistência. Se a indisponibilidade de um material necessário para determinado procedimento for identificada apenas próximo ao horário da cirurgia, a equipe precisa reorganizar recursos e buscar alternativas em pouco tempo, podendo gerar atrasos e afetar o planejamento do atendimento.
É nesse contexto que a rastreabilidade se torna relevante. Ao acompanhar localização, condição e histórico dos materiais ao longo de seu ciclo, os hospitais conseguem ampliar a visibilidade entre a Central de Material e Esterilização (CME) e o centro cirúrgico, antecipar necessidades e organizar melhor os recursos necessários para os procedimentos.
Esse acompanhamento depende especialmente da integração entre a Central de Material e Esterilização (CME), demais setores do hospital e principalmente o centro cirúrgico. Enquanto a CME é responsável pelo processamento e pela preparação dos materiais, as equipes cirúrgicas esperam que os instrumentais necessários estejam disponíveis, nas condições adequadas e no momento previsto para cada procedimento.
A digitalização desses processos permite concentrar informações que antes poderiam estar distribuídas entre diferentes controles. Com isso, profissionais conseguem acompanhar o percurso dos materiais, enquanto gestores passam a ter uma visão mais estruturada sobre disponibilidade, manutenção e necessidade de reposição e produtividade.
“Quando existe visibilidade sobre o status dos instrumentais, as equipes conseguem se preparar melhor para os procedimentos e os gestores passam a ter informações mais organizadas para tomar decisões. A rastreabilidade contribui para conectar a CME às demais áreas do hospital e dar maior previsibilidade a processos que têm impacto direto na segurança e no cuidado ao paciente”, afirma Kevin Koch, Diretor de Unidade de Negócios SGM, da B. Braun Group.
Tecnologia aplicada à rastreabilidade
Entre as tecnologias disponíveis para apoiar esse processo está o instacount PLUS, software da B. Braun voltado à rastreabilidade que permitem acompanhar materiais estéreis reprocessados em diferentes áreas do hospital, como centro cirúrgico, ambulatório, emergência e CTI. A ferramenta registra onde cada material está, quando foi utilizado, em qual procedimento esteve envolvido, por quais etapas de processamento e esterilização passou e quem foram os profissionais responsáveis por cada etapa.
O sistema também reúne informações sobre necessidades de reposição ou manutenção, equipamentos encaminhados para assistência técnica e disponibilidade de materiais. Em estruturas mais complexas, pode ainda apoiar fluxos que envolvem mais de uma unidade física, como CMEs centralizadas ou grupos hospitalares em que o processamento dos materiais é realizado em uma unidade e atende diferentes hospitais.
Esses registros podem ser consolidados em dashboards e históricos que apoiam o acompanhamento de estoques, manutenção e utilização dos materiais. A rastreabilidade também pode ser integrada a outras frentes da rotina da CME. Nesse ambiente, a B. Braun atua por meio da Aesculap com instrumentais cirúrgicos, assistência técnica, sistemas de embalagem rígida-container, educação continuada e serviços de consultoria, conectando diferentes etapas do processamento e da gestão dos materiais.
Com hospitais cada vez mais atentos à segurança assistencial, aos custos e à eficiência operacional, ampliar a visibilidade sobre o que acontece antes e depois de uma cirurgia pode contribuir para uma rotina mais eficiente e para nortear decisões baseadas em informações concretas.
Fonte: Trama, em 11.09.2026