A Fachesf tem atuado continuamente para fortalecer a saúde financeira do Plano de Contribuição Definida (CD) e garantir sua sustentabilidade no longo prazo. Como resultado desse trabalho, o déficit do plano foi reduzido em R$ 181 milhões nos últimos quatro anos, passando de R$ 475,9 milhões, em 2021, para R$ 295 milhões em 2025.
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Em valores atualizados pelo IPCA acumulado no período, ocorreu uma redução de 49% no déficit, passando de R$ 576 milhões para R$ 295 milhões. Esse avanço reflete um trabalho integrado de gestão de ativos e passivos: reestruturação da carteira de investimentos combinada ao gerenciamento contínuo do risco atuarial. Atualmente, o Plano CD conta com 1.579 participantes ativos, 2.429 aposentados e 573 pensionistas.
Desde 2023, a Fachesf vem promovendo uma ampla reestruturação da carteira de investimentos do Plano CD-BCO (Benefício Concedido) para buscar uma melhor relação entre segurança e rentabilidade dos investimentos. A principal medida foi ampliar a chamada “imunização do passivo atuarial”, que consiste em aumentar a parcela dos recursos aplicada em ativos compatíveis com os compromissos futuros do plano. O objetivo é tornar os investimentos mais alinhados ao pagamento dos benefícios dos participantes e assistidos.
A ampliação da estratégia de imunização foi possibilitada, ainda, pela alteração regulamentar de 2022 que passou a corrigir os benefícios do plano pelo IPCA, em substituição ao IGP-M. Com compromissos e ativos referenciados ao mesmo índice, a Fundação ganhou conforto para ampliar a imunização, em sincronia com o cenário econômico favorável.
“Em 2023, aproximadamente 48% da carteira estava alocada em títulos públicos marcados na curva. Atualmente, esse percentual alcança cerca de 82% do patrimônio do plano, investido em NTN-Bs marcadas na curva, todas adquiridas com taxas superiores à meta atuarial e estruturadas para compatibilizar os fluxos de pagamento dos títulos com as obrigações futuras do plano”, detalha Kepler Dias, gestor de Investimentos da Fundação.
Em paralelo, a Fundação reforçou o gerenciamento do risco atuarial, com análises de sensibilidade, adequação contínua das hipóteses e maior confiabilidade na precificação do passivo.
“A meta atuarial foi elevada em três ocasiões desde 2021 — hoje corresponde a IPCA + 5,37% —, sempre amparada em estudos técnicos de convergência, conduzidos com gradualidade e responsabilidade atuarial, e lastreada em ativos já contratados acima dessa taxa”, explica Sérgio Magalhães, assessor de gestão atuarial da Fachesf.
A Fundação também promoveu uma revisão da alocação em ativos de maior risco. Ao longo dos últimos três anos, foram encerradas integralmente as exposições em renda variável, multimercados, investimentos no exterior e crédito líquido. Os recursos foram direcionados para ativos compatíveis com a estratégia de imunização, ampliando-se, também, a participação de investimentos indexados ao CDI, como uma maneira de aproveitar o ambiente de juros elevados observado no período. Com isso, a Fundação aumentou expressivamente a previsibilidade da rentabilidade do Plano, sem a volatilidade gerada pelos ativos de risco.
A estratégia permitiu tornar a carteira mais eficiente, reduzir a sensibilidade às oscilações de mercado e aumentar a previsibilidade dos resultados. Como consequência, o Plano CD-BCO apresentou, no período, rentabilidade aproximada de cinco pontos percentuais acima da sua meta atuarial.
“Esse retorno excedente, por si só, representou uma geração adicional de valor próximo a R$ 100 milhões para o patrimônio do plano, reforçando os benefícios financeiros proporcionados pela estratégia de investimentos implementada”, destaca Kepler Dias.
Fonte: Fachesf, em 10.07.2026.