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Os planos de previdência administrados pela Fachesf encerraram o mês de junho de 2026 com desempenho positivo, com três planos superando as metas de investimentos. No acumulado de 2026, todos os planos seguem apresentando valorização. Os resultados demonstram a consistência da estratégia de diversificação das carteiras e a gestão criteriosa adotada pela Fundação em um ambiente econômico que continua exigindo cautela.
Os planos BD, BS e CD BCO superaram com folga suas respectivas metas de investimentos no mês. A rentabilidade dos planos de Benefício Definido se deve a imunização adotada pela Fundação, baseada na elevada alocação em títulos públicos federais indexados à inflação (NTN-Bs) compatibilizados com os fluxos dos passivos atuariais. A estratégia proporciona maior previsibilidade aos resultados e contribui para o cumprimento dos objetivos de longo prazo dos planos.
Nos planos de Contribuição Definida, os resultados permaneceram positivos, embora não tenham alcançado às metas de investimentos no mês. O CD BAC registrou rentabilidade de 0,56% no mês, ficando ligeiramente abaixo da meta, enquanto o CD Puro e o RealizePrev apresentaram retornos de 0,58% e 0,80%, respectivamente.
A renda fixa permaneceu como o principal vetor de desempenho das carteiras. Além do ambiente de juros ainda elevados, o segmento de crédito privado apresentou melhora das condições de mercado, contribuindo positivamente para os resultados dos planos. Por outro lado, a renda variável voltou a enfrentar um mês de maior volatilidade, influenciada pela combinação de incertezas fiscais, juros elevados e saída de recursos da bolsa brasileira.
Diante desse cenário, a estratégia adotada pela Fachesf permaneceu alinhada às Políticas de Investimentos dos planos, privilegiando ativos de maior qualidade, ampla diversificação e adequada gestão de riscos, buscando preservar o patrimônio dos participantes.
Confira abaixo a rentabilidade dos planos.
Os relatórios de investimentos de cada plano podem ser acessados na página de Investimentos.
|
Plano |
Rentabilidade Mês |
Meta Mês |
Rentabilidade Ano |
Meta Ano |
|
CD BCO¹ |
1,05% |
0,60% |
6,77% |
6,10% |
|
BD¹ |
0,94% |
0,58% |
6,10% |
6,02% |
|
BS¹ |
1,02% |
0,59% |
6,46% |
6,08% |
|
CD BAC² |
0,56% |
0,60% |
5,49% |
6,10% |
|
CD Puro² |
0,58% |
1,12% |
6,04% |
6,85% |
|
RealizePrev² |
0,80% |
1,12% |
6,00% |
6,85% |
²Variação da cota líquida
Cenário Econômico
No Brasil, junho foi marcado pela manutenção de um ambiente econômico desafiador. Apesar da redução da taxa Selic de 14,50% para 14,25% ao ano, o Banco Central adotou uma comunicação cautelosa, indicando que futuras decisões continuarão condicionadas ao comportamento da inflação e das expectativas para os próximos meses. As incertezas fiscais e o elevado nível dos juros reais mantiveram a volatilidade dos ativos domésticos, especialmente na renda variável.
Nos Estados Unidos, a economia continuou demonstrando resiliência, mas a inflação permaneceu pressionada, levando o Federal Reserve a manter uma postura conservadora em relação à política monetária. A volatilidade dos mercados aumentou em função da realização de lucros nas empresas de tecnologia, da reavaliação das expectativas para os juros e das tensões geopolíticas no Oriente Médio, parcialmente amenizadas ao final do mês.
Na Europa, o aumento das pressões inflacionárias e a revisão para baixo das perspectivas de crescimento levaram o Banco Central Europeu a elevar suas taxas de juros pela primeira vez em quase três anos. Apesar desse ambiente mais restritivo, os mercados acionários europeus encerraram junho em alta, beneficiados pela recuperação do setor de tecnologia e pela redução das tensões geopolíticas.
Na China, a atividade industrial voltou a apresentar sinais de expansão, impulsionada principalmente pelos setores de tecnologia, semicondutores, inteligência artificial e exportações. Entretanto, o consumo interno e o mercado imobiliário continuaram mostrando fragilidade, motivo pelo qual as autoridades mantiveram uma política econômica seletiva, priorizando medidas voltadas ao fortalecimento de setores estratégicos e à estabilidade financeira.
Fonte: Fachesf, em 17.07.2026.