“A Avaliação de Tecnologia em Saúde é uma metodologia que foi institucionalizada dentro do nosso setor de saúde por órgãos como a Conitec e a Cosaúde com o objetivo de fornecer informações quanto ao possível impacto e consequências da adoção de uma nova tecnologia. Nossa pesquisa reforça que isso acontece em diversos países, como mostramos na Inglaterra, Canadá e Austrália, com instituições sólidas, harmônicas e dentro de suas expertises para avaliar a tecnologia e interagir com diferentes aspectos do sistema para o processo de tomada de decisão” a fala de Carisi Anne Polanczyk, medica da UFGRS, do Hospital Moinhos de Vento e do IATS, foi durante o nosso recente webinar.
Além de abordar a incorporação de novas tecnologias com renomados convidados, o evento marcou o lançamento do Estudo Especial “Experiências Internacionais em Avaliação de Tecnologias em Saúde: Implicações para o Brasil”. Elaborado pelo Instituto de Avaliação de Tecnologia em Saúde (IATS) a pedido do IESS, a publicação é de autoria da Dra. Carisi em conjunto com Verônica Colpani, Miriam Allein Zago Marcolino e Celina Borges Migliavaca.
Como já apontamos em diferentes momentos, a inovação tecnológica é boa e desejada, mas é necessário analisar os casos em que ela deve ser empregada e, principalmente, que não há como prover tudo o tempo todo para todos. Para garantir equilíbrio, a Avaliação de Tecnologia em Saúde (ATS), em moldes semelhantes ao que o Conitec faz para o Sistema Único de Saúde (SUS), é fundamental.
Portanto, a publicação apresenta um histórico do tema, experiências nacionais e estrangeiras, o funcionamento da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), do Comitê Permanente de Regulação da Atenção à Saúde (COSAÚDE), os desafios para a saúde suplementar brasileira e outros aspectos.
Como reforçou a Dra. Carisi, o estudo faz uma revisão de caráter exploratório para identificar o arcabouço teórico, modelos, processos e políticas de agências internacionais de ATS, incluindo NICE (Reino Unido), CADTH (Canadá), IQWiG (Alemanha) e PBAC (Austrália).
Além da Dra. Carisi, o encontro contou com a participação de Rogério Scarabel Barbosa, Diretor-Presidente Substituto da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS); Luciano Paladini, oncologista clínico da Oncoclínicas do Brasil e da Universidade Federal de Uberlândia. Atua como consultor em ATS pela Evidências/Kantar; e João Paulo dos Reis Neto, médico e Diretor-Presidente da CAPESESP. A mediação foi de José Cechin.
Seguiremos apresentando novos detalhes do evento e do estudo. Acesse agora o relatório e assista aqui ao webinar.
Fonte: IESS, em 05.04.2021