
A Abrapp realizou encontro da Regional Sudeste na última sexta, 13 de setembro, com a participação de mais de 50 dirigentes no Rio de Janeiro. O evento foi organizado pelos Diretores da regional Luiz Carlos Cotta e Sérgio Wilson Fontes e ocorreu no auditório da Fundação Real Grandeza. “Foi uma manhã extremamente produtiva que contribuiu para o maior engajamento dos dirigentes da Previdência Complementar da regional”, disse Cotta.
“O objetivo do encontro foi realizar uma reunião dos dirigentes para tratar de assuntos da atualidade e de interesse das associadas, trocando informações dos desafios e soluções de cada entidade", comentou Sérgio Wilson.
A abertura do encontro foi realizada pelo Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Marcondes Martins, que comentou os recentes avanços do Conselho Nacional de Previdência Complementar, em especial, das discussões sobre a Previdência Complementar dos servidores públicos e a perspectiva de implantação do regime fechado para mais de 2,1 mil entes públicos. Explicou que foi constituído um Grupo de Trabalho no âmbito do CNPC para estudar o tema (leia mais).
Luís Ricardo comentou também sobre a agenda em Brasília, com o recente encontro com o Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (RJ), ocorrido na última quarta, 11 de setembro, com a participação do Deputado Federal Kim Kataguiri (SP). Na ocasião, o dirigente defendeu a aprovação do modelo de capitalização e apresentou a proposta de uma Lei Geral de Proteção ao Poupador (veja mais).
Na sequência do encontro, ocorreram pronunciamentos do Diretor Presidente do Sindapp, Jarbas Antonio de Biagi, que ressaltou a importância do evento para fortalecer o espírito associativo e o engajamento dos dirigentes da regional. A Executiva da Conecta, Cláudia Janesko apresentou as soluções e parcerias oferecidas pela empresa às associadas da Abrapp.
Reforma - Devanir Silva, Superintendente Geral da Abrapp realizou palestra em que apresentou alguns dados para uma melhor compreensão da Reforma que está se propondo para o Brasil e o que precisaria ser feito em termos da estruturação de um modelo justo para as pessoas e o País. Ele mostrou que o Brasil gasta 13% de seu PIB pagando aposentadorias. “É muito, muito mesmo. Desembolsamos praticamente o que gasta a Alemanha, mais do que o Japão, mais do que a Inglaterra e praticamente o que gastam os países nórdicos. Com duas diferenças que precisam ser consideradas. São todas elas nações ricas e envelhecidas, enquanto o Brasil é ainda um país jovem e sem igual riqueza para distribuir à população. Então, esse é um dever de casa que estamos adiando há muito tempo”, disse Devanir.
Outro ponto destacado pelo Superintendente Geral da Abrapp foi que, após ser apresentada, a proposta da capitalização foi demonizada, sendo infelizmente entendida pela população como privatização da previdência, como benefício para o setor financeiro, como prejuízo para o trabalhador de baixa renda.
“Ao apresentá-la à sociedade, de fato o Governo também cometeu erros e podemos apontá-los, mas nada explica ou justifica a demonização a que a capitalização foi submetida”, comentou Devanir. Ele lembrou ainda que, diferente da falta de transparência com que a capitalização foi discutida pela sociedade, a Abrapp e a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), um braço da USP, esta última sob a coordenação do professor Hélio Zylberstajn, construíram uma proposta de capitalização bastante inovadora. Valeria para os trabalhadores nascidos a partir de 2005.
Fechadas X Abertas - Outra apresentação realizada durante o encontro comparou os custos e a rentabilidade dos planos das entidades fechadas com os VGBL e PGBL do setor das abertas. O estudo foi apresentado pelo Diretor da Abrapp Sérgio Wílson, que também é Diretor Presidente da Fundação Real Grandeza. Ele comparou o desempenho e a projeção dos planos das EFPC, segundo levantamento do IDG (Indicadores de Desempenho de Gestão) da Abrapp, e também de sua fundação com 18 planos do tipo PGBL e VGBL das 10 maiores entidades abertas do mercado.
“O levantamento indica grande vantagem competitiva de nossos planos tanto em relação ao custo quanto ao retorno em comparação com os planos das abertas. Nosso sistema é completamente viável e representa a melhor opção do mercado de previdência para o país”, disse Sérgio Wilson.
Para um período de 25 anos de acumulação, a média dos planos das EFPC acumularia um saldo 9,6% maior que as abertas se considerada apenas a diferença de custo. Considerando apenas o retorno, a diferença seria de 5,6% a favor dos planos das entidades fechadas. Ao levar em conta os custos e o retorno, a média das EFPC alcançaria um saldo 20,5% maior para os planos em comparação com a média dos PGBL e VGBL. O estudo comparou também o custo e o retorno dos planos da Real Grandeza, que mostraram diferenças ainda mais positivas em comparação com as entidades abertas.
Fonte: Acontece Abrapp, em 17.09.2019.