Um estudo publicado no Jornal Brasileiro de Economia da Saúde identificou que ineficiências operacionais em hospitais podem representar até R$ 2 bilhões em receitas não realizadas entre 2020 e 2024. A análise foi conduzida a partir de quase 104 mil internações em sete hospitais de grande porte no Brasil e utilizou a Teoria de Resposta ao Item (TRI), metodologia estatística aplicada para estruturar o Índice de Eficiência e Sustentabilidade (IES), um novo modelo de avaliação hospitalar desenvolvido no contexto pós-pandemia, período marcado por maior pressão sobre a sustentabilidade do setor.
O estudo foi desenvolvido por pesquisadores da área de inteligência médica da 2iM, healthtech brasileira especializada na análise de dados e gestão em saúde. Os dados mostram que parte relevante dessas perdas está associada a desalinhamentos entre o desempenho observado e os parâmetros esperados para cada tipo de internação. O tempo médio de permanência foi de 4,11 dias, acima do referencial de 2,90 dias, o que representa uma oportunidade estimada de R$ 1,6 bilhão no período analisado. Ao mesmo tempo, 30,69% das altas ocorreram fora do horário considerado adequado, gerando impacto adicional de R$ 474 milhões, relacionado principalmente à perda de eficiência no uso de leitos e na logística hospitalar.
Fonte: Medicina S/A, em 09.04.2026