A sustentabilidade da saúde suplementar enfrenta um novo desafio demográfico. Historicamente associados a custos menores em comparação aos idosos, os beneficiários pediátricos (0 a 18 anos) estão apresentando uma escalada de despesas que pressiona o equilíbrio financeiro das operadoras.
É o que revela o estudo “Custos assistenciais pediátricos e seu impacto na sinistralidade das operadoras de planos de saúde: um estudo transversal”, publicado recentemente na Revista Brasileira de Saúde Suplementar (RBSS). A pesquisa analisou a evolução de indicadores de 15 cooperativas médicas do sistema Unimed em Minas Gerais, cobrindo o período de 2017 a 2024.
Os dados mostram um descompasso preocupante: enquanto os custos e a utilização de serviços disparam, a receita (ticket médio) não acompanha o ritmo, resultando em uma deterioração da sinistralidade nesta faixa etária.
Fonte: XVI Finance, em 12.01.2026.