Companhias brasileiras aprimoram práticas de governança
O número de empresas que possuem um comitê de auditoria cresceu 32% entre 2010 e 2017. Além disso, nos conselhos de administração, a quantidade de conselheiros independentes aumenta a cada ano: atualmente, eles representaram 32%, enquanto que em 2011, eram 20%. Por fim, hoje 73% das companhias possuem uma auditoria interna, considerando que em 2011 a porcentagem era de 46%. Estes dados estão na 12ª edição do estudo “A Governança Corporativa e o Mercado de Capitais Brasileiro”, elaborado anualmente pelo ACI Institute, iniciativa da KPMG que tem como objetivo debater, divulgar e disseminar as boas práticas de governança corporativa. O ACI analisou dados das 223 empresas brasileiras que compõem o Novo Mercado, os Níveis I e II e o Nível Básico da B3.


“Os aspectos regulatórios da Lei Anticorrupção, das novas regras do Novo Mercado da B3 e da CVM com relação à aplicação do Código Brasileiro de Governança Corporativa, em conjunto com o maior ativismo dos investidores institucionais e dos controladores, preocupados com a perpetuidade das empresas e do negócio, têm exigido que os administradores tenham uma maior atenção sobre a qualidade das práticas de governança corporativa, incluindo o gerenciamento de riscos e o compliance”, explica o CEO do ACI Institute e sócio-líder da KPMG em consultoria de governança corporativa e riscos, Sidney Ito. “Diversidade, número de reuniões e independência do conselho de administração, a atuação e qualidade dos comitês de assessoramento, a remuneração dos administradores baseadas em metas de curto e longo prazo e a qualidade das informações são itens cada vez mais monitorados e exigidos pelos acionistas”, completa Ito.
Gerenciamento de riscos
O levantamento também mostra um crescimento no número de empresas que divulga a existência de uma área específica para o gerenciamento de riscos. Em 2015, início da vigência da Instrução CVM 552, 45% relataram que contavam com essa área específica, em 2016, 50%, e, neste ano, 51%. “A instrução da CVM passou a obrigar as companhias a divulgarem a existência de uma política para o gerenciamento de riscos, informando, inclusive, a data de aprovação da política e o órgão que a aprovou”, explica o líder do ACI.
Fonte: Ricardo Viveiros, em 11.12.2017.