Por Viviane Rosa
O impasse surge quando médicos indicam o melhor material, mas planos de saúde enviam outro. Como lidar com essa interferência na autonomia médica ao escolher próteses e materiais cirúrgicos?
Dados do Instituto de estudos em saúde suplementar indicam que mais de 30% dos custos das operadoras estão relacionados à compra de OPME - um percentual considerável, sem dúvida. Apesar disso, o custo não deveria ser o foco central quando se trata da saúde do paciente.
No Brasil, não há uma classificação padrão para OPME. Esse vácuo regulatório criou um cenário nebuloso, no qual cada instituição desenvolve seus próprios conceitos, gerando conflitos entre médicos e planos de saúde.
As operadoras têm adotado práticas que comprometem a autonomia médica. Tais medidas desconsideram as particularidades de cada caso, resultando em tratamentos inadequados e colocando os pacientes em risco. O direito de escolha e a autonomia dos profissionais devem ser preservados para garantir o melhor desfecho para os pacientes.
Fonte: Migalhas, em 04.10.2024