Diante do cenário de crise ocasionado pela pandemia do novo coronavírus (COVID-19), empresas tiveram que passar por uma adaptação rápida em seu ambiente de trabalho com o objetivo de minimizar a disseminação da doença entre seus colaboradores e clientes, e as Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC) adotaram gradualmente uma série de ações que foram sendo ampliadas conforme o agravamento da pandemia. De acordo com a Coordenadora do Comitê de Recursos Humanos da Abrapp, Simone Castelão, que também é Gerente de Pessoal e Administração na Eletros, inicialmente, uma das maiores dificuldades encontradas dentro do RH das entidades foi de implantar o sistema de home office com a estrutura tecnológica existente em um tempo recorde. "A maioria já tinha mapeamento de processos críticos, mas foi uma fase delicada", destaca.
Para ela, as medidas, contudo, favoreceram alguns processos por conta da ativação dos planos de contingência. "Agora, as entidades parecem mais adaptadas. Isso favoreceu o fluxo de comunicação e a avaliação de cenários", acrescenta Simone. A ativação de um comitê de risco foi uma das ações que as entidades adotaram, o que também foi um ponto positivo, na avaliação de Simone. “A definição de responsabilidades e prioridades também tiveram avanços a partir desse cenário”, ressalta.
Evolução das medidas – Em um primeiro momento, as entidades precisaram lidar com o deslocamento dos empregados, pois quando se começou a implantar rodízio de equipes antes do trabalho 100% remoto, alguns funcionários ficaram com dificuldade por não haver transporte regular. "A maioria das entidades afastou pessoas de grupo de risco, adotou horário flexível e rodízio de home office. Boa parte fechou o atendimento presencial, tudo isso tentando resguardar ao máximo tanto o participante quanto os próprios empregados".
No geral, a adaptação em relação a tecnologia foi o ponto mais crítico para as entidades. “Muitas fizeram mapeamento das atividades das áreas para identificar o que poderia ficar em home office no primeiro momento, e o que tinha que ser processado exclusivamente dentro das empresas”, diz Simone, enfatizando que dentro do grupo do Comitê de RH da Abrapp, as EFPC trocaram informações entre si para ter maior conhecimento das medidas que estavam sendo implantadas.
Fonte: Abrapp em Foco, em 31.03.2020