
O tradicional painel Connection Talk, um dos momentos mais aguardados do Conexão Futuro Seguro 2026, realizado no auditório da ENS em São Paulo (SP), teve mediação do presidente do Sincor-SP, Boris Ber, e quatro renomados debatedores: Alessandro Octaviani (superintendente da Susep), Dyogo Oliveira (presidente da CNseg), Jorge Andrade (presidente da CAPEMISA Seguradora) e José Adalberto Ferrara (presidente da Tokio Marine Seguradora).
Abrindo as atividades, Dyogo Oliveira revelou que, em pesquisa elaborada pela CNseg com seguradoras, praticamente todas já desenvolveram projetos próprios visando a utilização de IA. “Ainda não sabemos exatamente como usar a IA para vender seguro. Mas, já há a certeza de que ela não vai substituir o humano. Vai ter IA fazendo negócio com IA, mas, por trás, haverá sempre um humano”, destacou Oliveira, acrescentando que o setor ainda está “no estágio inicial do uso da IA”.
O líder da CNseg lembrou que os impactos trazidos pela IA são semelhantes aos efeitos que foram provocados pelos computadores há cinco décadas. “Quem não utilizar a IA vai ser destituído do mercado”, decretou.

Regulação com diálogo
Em sua intervenção, o superintendente da Susep, Alessandro Octaviani, salientou a importância do diálogo entre órgão regulador e entidades do setor para o futuro do mercado.
Na visão dele, o contrato de seguro precisa de uma legislação de qualidade e, para isso, é preciso manter “a capacidade de diálogo constante”.
Octaviani anunciou que a Susep criou um grupo de trabalho para, a partir da troca de informações entre os setores público e privado, formatar um Seguro Catástrofe adequado à realidade brasileira. “Não é um projeto da Susep, é da sociedade brasileira. Em breve receberemos as últimas sugestões do mercado”, explicou.
Nesse contexto, os riscos climáticos representam um dos ramos que merecerão maior atenção do setor nos próximos anos.
O superintendente da autarquia afirmou também que o País precisa de um mercado de seguros em crescimento sólido e constante para prover a garantia que permita um planejamento melhor para o futuro.
Na avaliação dele, o corretor de seguros é, sem dúvida, o protagonista desse processo. “Sem o corretor não haverá aumento da resiliência do Brasil”, assegurou.

Presidentes destacam automação
O presidente da CAPEMISA, Jorge Andrade, demonstrou convicção na força da automação visando oferecer melhores produtos para que o corretor atue como um consultor, identificando problemas, fazendo diagnósticos e “apresentando as coberturas necessárias para os clientes”.
Por sua vez, José Adalberto Ferrara, presidente da Tokio Marine, informou que a companhia criou um curso de IA que já atende a mais de 1,3 mil corretores de seguros e 70 assessorias. Além disso, a IA já está implantada em todos os departamentos da seguradora. “Cada área indica uma pessoa para treinamento, que passa a ser uma agente de IA propagando o que aprende no curso”, revelou.
Fonte: ENS, em 29.05.2026.