Por Michel Goya
Após um período tumultuado, onde o sistema de saúde brasileiro foi submetido a uma intensa pressão devido à emergência da Covid-19, seguido pelo desafio de lidar com o represamento de cirurgias e tratamentos, o ano de 2023 parecia ser um retorno à normalidade. Contudo, para o setor de saúde, esse período também trouxe desafios significativos, principalmente quando se trata de investimentos em saúde pública, que atingiram o menor patamar em uma década.
Segundo dados da Abraidi (Associação Brasileira de Importadores e Distribuidores de Produtos para Saúde), uma prática recorrente tem se agravado no último ano , chegando a níveis insustentáveis: a retenção de faturamento. Essa prática envolve a entrega de dispositivos médicos, como próteses e stents, para cirurgias, seguida pela exigência dos compradores, sejam planos de saúde ou hospitais, de atrasar a emissão da nota fiscal, prolongando assim o período sem registro oficial da transação.
Fonte: Medicina S/A, em 08.07.2024