Uma pesquisa realizada pela Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da USP com 15 enfermeiros do Núcleo de Educação Permanente e Humanização (NEPH) do Departamento Regional de Saúde de Ribeirão Preto mostrou que muitos deles se sentem inseguros em utilizar o protocolo de classificação de risco na Atenção Primária à Saúde (APS). Trata-se de um protocolo que usa cores para classificar a prioridade dos atendimentos. A vermelha classifica os emergenciais; a amarela, os urgentes; a verde, os pouco urgentes; e o azul, os não urgentes. Esses resultados destacam a necessidade de os cursos de formação profissional estarem mais articulados com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
O protocolo de classificação de risco (também chamado de ACCR, sigla para Acolhimento com Classificação de Risco) é um método de triagem usado mundialmente, sobretudo nos serviços de urgência e emergência em saúde. É visto como uma forma de organizar a demanda espontânea (procura dos usuários por atendimento sem agendamento prévio) e, por meio dela, o profissional de saúde avalia e direciona os usuários que procuram atenção para a forma de atendimento mais adequada.
Fonte: Medicina S/A, em 18.07.2022