Por Manuel Matos, autor independente, analista estratégico do mercado de seguros
Partes da mesma infraestrutura de distribuição ou forças estruturais opostas?
Introdução
Há uma pergunta que percorre o debate sobre a transformação digital do mercado de seguros, mas que raramente recebe tratamento analítico adequado: o Embedded Insurance e o Open Insurance são partes de uma mesma infraestrutura ou representam forças que apontam em direções opostas?
A questão não é trivial. O modo como se responde a ela define estratégias empresariais, orientações regulatórias e, sobretudo, o destino econômico de quem intermedia a distribuição de seguros. Se os dois modelos forem complementares, é possível construir uma arquitetura em que a oferta incorporada convive com a portabilidade de dados e a transparência. Se forem forças opostas, o mercado caminha para uma dispersão em que a eficiência de distribuição se descola da qualidade da decisão do consumidor.
Este ensaio propõe examinar a questão sob a ótica da arquitetura — não da tendência. Não se trata de descrever o que está acontecendo, mas de analisar a lógica estrutural de cada modelo, identificar os pontos de convergência e de tensão, e avaliar sob que condições a complementaridade entre eles se torna possível — ou improvável.
Leia aqui o artigo na íntegra.
(16.03.2026)