Cenário Econômico
Na última semana de fevereiro, pós Carnaval, o mercado sofreu forte correção por conta do coronavírus. As bolsas globais caíram fortemente, com quedas não observadas há anos em índices de ações e outros ativos de risco, enquanto os títulos americanos e ouro valorizaram, movimento conhecido no mercado financeiro como "flight-to-safety" (voo para a segurança).
Neste contexto, o Ibovespa amargou o pior mês desde maio de 2018 (crise dos caminhoneiros), caindo 8,43%, e desta forma acumula queda no ano de 9,92%. Em 2020, a bolsa brasileira é a que apresenta a maior queda dentre os principais indicadores de renda variável do mundo. No exterior, as bolsas também despencaram, com o SeP 500 e o MSCI World caindo 8,41% e 8,59% respectivamente, pior queda desde março 2012 para o MSCI World e desde dezembro de 2018 para o SeP 500.
No mercado de renda fixa, o movimento de aversão ao risco foi mais limitado, com as taxas das NTN-Bs se mantendo estáveis ao longo do mês, com o IMA-B variando positivamente 0,45%, enquanto o IMA-B 5 variou 0,64% e o IMA-B 5+ avançou 0,32%.
No mercado cambial, o real apresenta a maior desvalorização dentre as moedas emergentes em 2020. Certamente que a tensão internacional entre EUA versus Irã e o Coronavírus promoveram uma fuga de capitais das economias mais arriscadas para outros ativos em economias mais seguras, chegando ao patamar de R$/US$ 4,49.
O atual cenário dos mercados recomenda cautela. Portanto, entendemos que o atual estresse é momentâneo para aqueles investidores com ambições de longo prazo.
Fonte: ELOS, em 05.03.2020