Operadores de saúde e prestadores de serviço compartilharam suas visões sobre o tema no HIS - Healthcare Innovation Show
A elevação expressiva dos custos assistenciais em decorrência da pandemia da Covid-19 e as expectativas para os próximos anos foi uma das temáticas de destaque do segundo dia do HIS - Healthcare Innovation Show, evento voltado para a saúde e inovação. O painel “Gestão de despesas assistenciais: alinhamento entre regulação, prestador e fonte pagadora” abordou como a cadeia de saúde suplementar sofreu nos últimos dois anos com uma matemática complicada, que envolve a perda de mais de 300 mil beneficiários no ápice da pandemia em 2020 e, a partir do ano passado, a alta das despesas assistenciais.
Do ponto de vista dos operadores, o superintendente executivo da Bradesco Saúde, Paulo Prado Jr., compartilhou uma visão pessimista sem previsão de melhora para 2023. “As operadoras de planos de saúde registraram o primeiro prejuízo de R$ 600 milhões no primeiro semestre deste ano e a perspectiva é piorar no segundo semestre. Não enxergamos a curto e médio prazo uma melhora no cenário atual”, disse. Ele acredita que o alinhamento do mercado em torno de uma solução em conjunto é o caminho para sair da situação atual e que o atendimento deve privilegiar o paciente, suas necessidades e demandas, além de buscar as melhores ações para entregar isso.
Fonte: Saúde Business, em 22.09.2022