Por Ricardo Campos e Carolina Xavier
Há algumas décadas, o mundo enxerga nos países nórdicos exemplos de inovação e de liderança no que se refere a diferentes assuntos de interesse público. Não é diferente com o caso da saúde digital — e-health. Ao menos não de acordo com um estudo de 2019, publicado pela Healthcare Information and Management Systems Society (HIMSS) em cooperação com a McKinsey. Para os mais de 500 profissionais da saúde ouvidos na pesquisa, a Holanda, ao lado dos países nórdicos, revela-se enquanto verdadeiro modelo para adoção e uso do e-health na Europa [1]. Dentre os dados publicados pela pesquisa, destaca-se a o grande volume de dados de pacientes que são disponibilizados em meios digitais (91%) e a quantidade de organizações no país que fazem uso do compartilhamento de dados com instituições externas, como farmácias e hospitais (75%). Esses e outros dados demonstram a importância de se compreender o caso holandês — que, afinal, pretende ser o modelo para o restante da Europa — para fins de aprimoramento de projetos e ideias em curso no Brasil.
Fonte: Consultor Jurídico, em 25.10.2022