
Usar recursos próprios ou recursos de terceiros? Entenda por que a dívida maximiza o valor dos projetos de investimento.
Em nossas últimas publicações, explicamos os motivos que levam as empresas da saúde a assumirem estratégias de verticalização. Posteriormente, discutimos sobre as principais formas de captação de recursos para estes projetos: financiamento, fundo imobiliário e holding. Explicamos as características, vantagens e desvantagens de cada um desses modelos, mas ao final, algumas dúvidas ainda não estão sanadas: Por que é melhor captar dívida se eu tenho capital em caixa? Por que optar por não ficar com imóvel e pagar aluguel? Na publicação de hoje, buscaremos responder a primeira pergunta.
Quando uma operadora de saúde aprova a construção de um empreendimento assistencial, sabemos que esta pode utilizar tanto recursos próprios quanto recursos de terceiros (endividamento). Por mais que possa soar estranho em um primeiro momento, utilizar capital de terceiros é mais vantajoso para a viabilidade de um projeto de investimento. Sim, ao final deste estudo, você irá abandonar o senso comum e entenderá que endividar-se é fundamental para o crescimento de empresas, principalmente em ambientes de alta competição, como o da saúde suplementar.
Para a construção, equipagem ou reforma de qualquer estabelecimento de prestação de serviços de saúde, como um hospital, clínica de especialidade, centro de imagem, entre outros, uma operadora de saúde precisará de capital para realizar tal investimento. Entretanto, cada tipo de capital possui um custo e, à luz da teoria de finanças, o custo do capital próprio é maior do que o custo do capital de terceiros. Ou seja, quando uma operadora decide utilizar apenas seus próprios recursos para colocar em prática um projeto de verticalização, o valor do projeto se reduz.
Fonte: BLOG XVI FINANCE, 20.07.2021