Em 12 anos, preços de implantáveis importados tiveram queda real de 18% e reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro de 8,8%
Assim como acontece com os produtos produzidos no Brasil, os itens de tecnologia médica importados – que correspondem a 40% do consumo local – não exercem pressão no custo da saúde pública ou privada. O estudo inédito ‘Índice ABIIS Importação - IAI’ analisou, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2020, a cesta global representativa de dispositivos médicos adquiridos no exterior, que é subdividida em três diferentes segmentos: dispositivos médicos implantáveis (DMI); reagentes e analisadores para diagnóstico in vitro; e materiais e equipamentos para a saúde.
Os preços da cesta de DMI – composta por órteses, próteses e materiais especiais e materiais necessários para a sua utilização –, convertidos para o Real e atualizados pelo IGP-M, caíram em média 1,5% a.a. e 18%, nos 12 anos analisados. “O Índice ABIIS contraria os agentes pagadores desses produtos, que têm alegado que eles seriam os grandes responsáveis pela inflação da saúde, no Brasil. Está comprovado que não são”, afirma o diretor executivo da Aliança Brasileira da Indústria Inovadora em Saúde, que encomendou o estudo, José Márcio Cerqueira Gomes.
Fonte: Saúde Business, em 03.08.2021