Por Alexandre Sammogini
Os novos fundos dos servidores públicos estão aproveitando a larga experiência de profissionais que atuaram de maneira destacada em fundos de pensão de empresas tanto do setor privado quanto de estatais nos últimos anos. Há exemplos muitos recentes. É o caso do fundo de pensão de Santa Catarina, o SCPrev, que contratou Álvaro da Luz, como diretor de investimentos. O profissional teve destacada passagem pela Quanta Previdência. Outro é o de Jeremias Xavier de Moura, chamado para assumir o posto de presidente do PrevBahia em fevereiro do ano passado, após ter acumulado vasta experiência na diretoria da Faelba.
Casos mais antigos de aproveitamento de profissionais reconhecidos pelo sistema não faltam. É o caso de Carlos Flory (ex-Petros) para o SP-Prevcom e Maria Estér Veras Nascimento (ex-Fundação Libertas) para o Prevcom-MG. Voltando o olhar para os casos mais recentes, cabe citar ainda o exemplo de José Luiz Taborda Rauen, chamado em 2017 para comandar o Instituto de Curitiba (IPMC) e para elaborar o projeto da previdência complementar dos servidores da capital paranaense.
Com 35 anos de experiência atuando no sistema, Rauen participou da criação da Fundação Sanepar (Fusan), ainda na posição de advogado da patrocinadora. Posteriormente, assumiu a posição de membro e presidente do conselho deliberativo da entidade. Até que em 2011, tornou-se diretor presidente da Fusan. O profissional ainda acumula atuação destacada como diretor do Sindapp, onde coordena o projeto de autorregulação dos fundos de pensão, na condição de presidente da Comissão Mista de Autorregulação.
Em 2017, Rauen foi chamado pelo novo prefeito de Curitiba, Rafael Greca, para assumir o comando do IPMC e principalmente para elaborar o projeto de implantação da previdência complementar. O projeto de criação do Curitiba-Prev, já encaminhado para a Câmara Municipal, abre a perspectiva de surgimento do primeiro fundo de pensão de servidores municipais do país. “Agora temos o desafio de levar nossa experiência de governança acumulada ao longo das últimas décadas para o novo fundo de pensão de Curitiba”, diz Rauen.
O profissional explica que a oportunidade de comandar o projeto surgiu a partir de um convite do prefeito, mas o que pesou na hora da contratação foi o seu currículo. “O prefeito me chamou para uma conversa. Levei meu currículo e o projeto do Curitiba-Prev e ele me contratou. Acredito que isso é um sinal de avanço na profissionalização dos novos fundos de pensão dos servidores”, diz Rauen. O profissional espera que Curitiba seja o primeiro município brasileiro a implantar o regime de previdência complementar para seus servidores.
Agilidade – “Um dos desafios de atuação nos novos fundos dos servidores é buscar maior agilidade na tomada de decisões”, diz Álvaro da Luz, do SCPrev. O profissional explica que tem realizado um trabalho de convencimento junto aos membros do conselho deliberativo do novo fundo de pensão de Santa Catarina para alcançar um ritmo mais adequado para as decisões essenciais da entidade.
“Minha experiência em fundo de pensão ajuda no sentido de buscar maior dinamismo na governança do SCPrev, com o objetivo de conseguir cumprir as exigências de regulação e supervisão baseada em risco dos órgãos fiscalizadores”, diz Álvaro da Luz. O diretor comenta ainda a necessidade de maior agilidade nas decisões de investimentos para acompanhar as mudanças de cenários dos mercados, isso sem deixar de lado o controle de risco e as boas práticas de governança.
Fonte: Diário dos Fundos de Pensão, em 13.04.2017.