
O Diretor-Presidente da Abrapp, Devanir Silva, realizou apresentação nesta terça-feira (15/09), no 5º Seminário de Investimentos, Riscos e Compliance da Fundação Libertas, em Belo Horizonte (MG). Ele participou de painel junto com Fábio Tomo, Superintendente da Custódia Bradesco, e Guilherme Benites, Sócio-Fundador da Aditus. O evento faz parte do programa “Papo Certo” de educação financeira e previdenciária da entidade.
“Na minha fala, procurei mostrar que estamos vivendo uma profunda transformação na digitalização da economia, no volume de dados, na inteligência artificial e na sofisticação dos riscos. Nesse novo ambiente, destaquei que, além dos riscos tradicionais, que são os de mercado, de crédito e atuarial, temos novos riscos emergentes, que são os cibernéticos, climáticos, reputacionais e os de terceiros”, disse Devanir. Ele se referiu também ao risco de longevidade ao defender uma visão integrada da regulação e da supervisão.
Também pude destacar que hoje nós temos um novo patrimônio estratégico, que são justamente os dados, e que nós precisamos transformar esses dados em inteligência. Inteligência que nos dará mais rapidez nas decisões, no monitoramento contínuo, parte da supervisão, na identificação precoce e antecipada de desvios que possam ser corrigidos antes que se tornem problemas. Nós podemos transformar os dados em conhecimento e, a partir disso, reduzir as incertezas.
O Diretor-Presidente da Abrapp abordou o papel da inteligência artificial como instrumento de governança na supervisão, na gestão e no relacionamento com os nossos participantes. Mas alertou que a decisão fiduciária permanece como fator humano.
Devanir destacou que a regulação deixou de ser apenas normativa. “A regulação deve ser orientada por aspectos como a inteligência, orientada por dados e análises avançadas, baseada em evidências, ser preventiva e proporcional, calibrada aos riscos reais de cada entidade”, comentou Devanir.
Ao tratar do papel da regulação, ele defendeu que é necessário buscar um equilíbrio entre inovação, segurança jurídica, proteção do participante e eficiência operacional. E reforçou que o participante deve estar sempre no centro das decisões, da supervisão e das regulações.
Fonte: Abrapp em Foco, em 15.09.2026