O Diretor Presidente da Abrapp, Luís Ricardo Martins foi entrevistado pelas jornalistas Mara Luquet e Myriam Clark Giannini no programa de internet “Almoço na Quarentena”, transmitido ao vivo no YouTube nesta sexta-feira, 26 de junho. Em cerca de 30 minutos, ele abordou temas como os planos família, fundos instituídos, reinvenção e modernização do sistema e a necessidade de regras tributárias mais adequadas para o desenvolvimento dos planos, com a consequente formação de poupança de longo prazo.
A experiente jornalista Mara Luquet enfatizou a necessidade de se investir na educação não apenas financeira, mas também previdenciária, com o objetivo de esclarecer as crianças e jovens sobre a importância de se poupar para a aposentadoria. Lembrou de um livro que escreveu voltado para as crianças (A Formiga Emília e a Economia) com uma reinterpretação da fábula da “cigarra e da formiga” com uma mensagem de valorização do planejamento financeiro. Luís Ricardo coincidiu que a educação financeira e previdenciária é fundamental no ensino das escolas e defendeu a inclusão no conteúdo curricular em todos os níveis.
O Diretor Presidente falou sobre o processo de reinvenção do sistema impulsionado pela Abrapp e por suas associadas com o objetivo de atender as aspirações e necessidades das novas gerações - Millennials e nativos digitais - que não possuem contratos fixos de emprego. Falou sobre as mudanças impulsionadas pela discussão em torno à Reforma da Previdência e a janela de oportunidades aberta para o crescimento dos planos de previdência privada.
Poupança da esperança - Luís Ricardo abordou o fenômeno do crescimento da poupança individual e das famílias após o advento da pandemia de COVID-19. “As pessoas estão poupando como nunca antes visto, mas essa é a poupança do medo. Temos de transformá-la em poupança de esperança”, disse. Para isso, a Abrapp tem atuado no sentido de facilitar o surgimento de novos planos de benefícios mais abrangentes em termos de públicos e mais flexíveis.
São os casos dos planos família das atuais entidades fechadas e os fundos instituídos de associações de classe e sindicatos. Transmitiu orientações para alguém que ainda não tenha um plano de previdência, mas que deseja ingressar em uma entidade fechada, que terá de averiguar se tem algum familiar que seja participante, ou se está vinculado a alguma entidade de classe.
Luís Ricardo falou ainda das vantagens de se participar de um plano administrado por EFPC, que pelo fato de não possuir finalidade lucrativa, tem taxas de administração muito mais baixas se comparadas com o mercado de instituições financeiras. E faz ainda um apelo para o Legislativo para aprovar regras de incentivo tributário como a alíquota zero para Imposto de Renda para períodos de mais de 20 anos de contribuição, e isenção de IR sobre os rendimentos de planos instituídos para quem faz a declaração simplificada, entre outros.
Fonte: Abrapp em Foco, em 26.06.2020