Dados de um paciente, hoje, podem valer 50 vezes mais que dados bancários
Durante a pandemia, hospitais, clínicas e outras instituições da área da saúde, públicas e privadas, tiveram forte impacto da digitalização. Porém, a mudança dos serviços para o mundo virtual não foi acompanhada por investimentos em infraestrutura e segurança, o que deixou o setor de saúde à mercê de ciberataques. Dados pessoais armazenados pelas empresas do segmento passaram a ser alvo principal de hackers, colocando em risco até a vida de pacientes.
Segundo o Relatório Anual da Apura Cyber Intelligence, em 2021, a área da saúde foi a terceira mais atacada no Brasil por ransomware, ficando atrás apenas de Governo e Indústria. "Até então, as empresas de saúde não se sentiam alvos por não lidarem com dados bancários, porém, as informações de um paciente não mudam nunca e podem nutrir detalhes para golpes ainda maiores do que um desvio do saldo bancário. E por que esse dado no mercado vale mais do que de cartão de crédito? Porque ele permite que você faça fraudes muito maiores do que realizar uma compra na internet ou um empréstimo. A partir do dado pessoal do paciente, é possível fraudar seguro de vida, por exemplo, com valores muito maiores do que um roubo de cartão. Em média, dados referentes ao histórico médico de um paciente valem, na dark web, em torno de 50 vezes mais que dados bancários”, explica Alexandre Sgarbi, Diretor da consultoria de negócios Peers Consulting.
Fonte: Saúde Business, em 21.06.2022