
Impulsionado pela safra recorde de grãos, deve ser um dos principais responsáveis pelo crescimento do PIB nacional em 2023.
- A expectativa é que o desempenho do setor responda por até 25% da soma de todos os bens e serviços produzidos no Brasil, durante o ano.
- Mas a situação para o produtor não é das melhores, por conta da queda dos preços das commodities, como boi, soja, milho e leite. Este é o tema do quarto programa da série Conversa Seguro, videocast da CNseg.
- O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, recebe os convidados Thiago Lauriano, gerente de rural do IRB RE e Bruno Lucchi, diretor-técnico da CNA para falar sobre a importância do agronegócio para a economia do país e do papel do mercado de seguros, que ao mitigar riscos, assegura ao produtor rural condições de investir na nova safra, mesmo em caso de incidentes, como os decorrentes da transição climática.
- Para ter uma ideia, foram mais de R$ 10 bilhões em pagamento de indenizações, em 2022, em função da seca catastrófica nas regiões Sul e Sudeste, a maior seca dos últimos 90 anos.
Confira alguns tópicos desta conversa:
- Bruno Lucchi lembra que desde a pandemia o setor observava um crescimento muito grande, então a correção dos preços era esperada, mas não de forma abrupta: “Em algumas cadeias chega a mais de 30% a queda nos preços.”
- Na conversa, eles falam sobre a importância do agronegócio brasileiro para o mundo, pois mesmo durante a pandemia o abastecimento interno foi mantido e os contratos externos foram mantidos. “Diferente de alguns países que adotaram medidas protecionistas”, reforça
- Subvenção limitada, baixa cobertura de seguros e dispersão geográfica são desafios para o setor de seguros rural
- Climas diversos, representam riscos diversos em momentos diferentes, o que torna o seguro mais barato e aumenta a cobertura no País, por isso a necessidade de ampliação
- Desde a década de 1970 há desenvolvimento tecnológico no campo com base nos pilares crédito, pesquisa e assistência técnica
- Foi assim que o Cerrado brasileiro se tornou uma região rica para o agronegócio
- A evolução no setor passa pela agricultura transgênica, que aperfeiçoou as sementes a partir dos anos 1990, sendo a década seguinte a da agricultura de precisão. Hoje já se fala na agricultura digital 4.0, uma nova revolução
- “A gente está falando de um futuro que não é distante, com grande volume de dados, controle automático de máquinas e armazéns. O agronegócio vai passar por uma digitalização forte”, analisa o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira
- O seguro faz os cálculos atuarias em cima da produtividade seguradas para o produtor final. Quando se tem aumento da produtividade, o seguro tem que saber como trabalhar isso para oferecer o produto correto ao produtor”, explica Thiago Lauriano, gerente de rural do IRB (RE)
- As tecnologias usadas pelo mercado de seguros e resseguros auxiliam tanto na análise do risco (subscrição) quanto na gestão de sinistro
- Hoje se usa muito a imagem de satélite para aceitação ou recusa de um risco
- A gestão de sinistro que, no início, o perito levava uma balança para análise do peso do grão, hoje se usa um aplicativo para o cálculo da produtividade, com mais precisão
- Os convidados ainda falam que o Brasil hoje tem tecnologia para triplicar a área irrigada no País, que hoje chega a 8 bilhões de hectares. Mas o entrave é a legislação, com exigências diferenciadas entre União, estados e municípios para outorgas e licenças
- Eles ainda falam sobre medidas de protecionismo econômico de mercados europeus, que são disfarçadas de proteção ambiental, pois tratam todo desmatamento ocorrido como ilegal.
Ouça na íntegra o programa no canal SeguroPod, da CNseg
Fonte: CNseg, em 14.12.2023