
- Uma solução de negócios com sorteios, assim definem a Capitalização os convidados do décimo programa do Conversa Segura, podcast da CNseg, a Confederação Nacional das Seguradoras
- A jornalista Leila Sterenberg recebe o diretor-presidente da Capemisa Capitalização, Marcio Coutinho, o presidente da Brasilcap, Antonio Carlos Teixeira e o diretor-presidente da Kovr Capitalização, Luciano Graneto
- No programa, eles falam sobre o crescimento do setor que completou 95 anos em 4 de setembro. Para ter uma ideia, em cinco anos, a arrecadação da Capitalização passou de R$ 24 bilhões para R$ 30 bilhões
O que é a Capitalização?
Marcio Coutinho explicou que o atual marco regulatório, de 2018 criou as modalidades existentes com identidades bem definidas e segurança jurídica e que, por isso, hoje os títulos são considerados uma solução de negócios para pessoas e empresas.
“Dentro das seis modalidades do título de capitalização você pode encontrar a solução para o que você precisa, sempre participando do sorteio. Se é um caso de educação financeira, você precisa aprender a poupar e, participar do sorteio é um estímulo para você continuar fazendo essa poupança, essa guarda de reserva mensalmente”, disse o executivo.
Para Luciano Graneto, a legislação ajudou o setor a se desvincular do estigma de ser comparado com investimentos bancários.
“Até bem pouco tempo se falava o que a Capitalização não é. Título de capitalização não é um investimento. Título de capitalização não é loteria. Por isso foi preciso estabelecer o conceito: é uma solução de negócios com sorteios e essa flexibilidade característica do produto consegue abranger diferentes mercados e os mais variados públicos”
Antonio Carlos Teixeira citou como exemplo o modelo com maior representação e que, em seis meses este ano, acumula arrecadação de R$ 10,9 bilhões:
“Eu costumo dizer que a capitalização na modalidade tradicional é um jogo que você nunca perde. Você faz a reserva matemática, poupa o dinheiro e se tudo der errado, ou seja, se você não for sorteado e ganhar a bolada, no final do plano você recebe tudo de volta e corrigido”
Capitalização: um instrumento de garantia
O uso mais lembrado do título de capitalização como instrumento de garantia é quando se pensa na locação de um imóvel. No entanto, avanços regulatórios passaram a permitir também o produto como garantia de empresas para a licitação em obras públicas.
“Nós temos regras muito claras e bem definidas na questão do uso do recurso que a gente administra como poupança popular. A imensa maioria das reservas são garantidas em títulos públicos, então a Capitalização acaba sendo um grande financiador do governo para trabalhar, por exemplo, em infraestrutura”, disse Márcio Coutinho
Luciano Graneto lembrou que as reservas técnicas da Capitalização chegam a R$ 40 bilhões e que as novas legislações prevendo a ampliação do setor como instrumento de garantia terão como impacto fortalecer ainda mais essas reservas.
“Pelo menos até 2026 a gente pretende, no mínimo, duplicar essas reservas técnicas. E são recursos aplicados em títulos públicos, aumentando a capacidade do governo de realizar investimentos”
Para Antonio Carlos Teixeira, isso significa impulsionar a atividade econômica, pois se verá o fomento ao crédito ao mesmo tempo que se estimula a poupança. Ele lembra que a capitalização como instrumento de garantia ainda pode atuar como complemento ao seguro.
“A gente sabe da importância e da força que o seguro tem. A capitalização é um instrumento desburocratizado, simples e líquido. Não precisa de avaliação de risco, de crédito. Muitas vezes o seguro é negado por algum desses motivos. Na capitalização não”
A entrevista, parte do conteúdo do SeguroPod, pode ser conferida, na íntegra:
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Fonte: CNseg, em 05.09.2024