No último dia 13 de agosto, Ronalde Xavier Moreira Júnior tomou posse como presidente da Forluz. Formado em Administração de Empresas e Ciências Econômicas, com especialização em Gestão de Projetos, ele está na Cemig desde 2002, onde atuava como superintendente de Planejamento e Controle Corporativo, antes de assumir a presidência da Fundação. Em entrevista ao Jornal Forluz, Ronalde comenta sua trajetória profissional, as expectativas e desafios para seu mandato.
1. Como foi sua carreira até chegar à presidência da Forluz?
Entrei para a Cemig em 2002, em um concurso público para trainees, como analista financeiro da Gerência de Tarifas e, anos depois, assumi a área como gerente. Em seguida, fui designado para a Gerência de Análise e Acompanhamento de Investimentos, vindo a assumir a superintendência de Planejamento e Controle Corporativo em 2018. Também fui coordenador do comitê que lida com as recomendações de gestão e investimentos. Implementei o Programa Movimenta, que recebe sugestões de iniciativas dos empregados. Caso a iniciativa seja implantada, ele recebe uma bonificação de até R$10 mil. Por fim, integrei o Conselho Fiscal da Cemig Saúde, onde posteriormente fui presidente do Conselho Deliberativo por seis anos.
2. Quais habilidades adquiridas ao longo de todas estas experiências você avalia que serão importantes para este novo ciclo à frente da Fundação?
Entendo que é essencial saber ouvir todos os envolvidos e conciliar as diferenças de opinião, que são naturais. No dia a dia da empresa, trabalhamos com organismos multidisciplinares e a minha missão é alinhar as ideias para que possamos ter o melhor denominador comum.
Adicionalmente, como tive um amplo relacionamento com diferentes áreas na Cemig, isso me proporcionou um entendimento muito grande sobre o funcionamento e necessidades dos setores, mesmo os não financeiros, como RH, Comunicação, TI, Jurídico etc. Assim que cheguei à Forluz, procurei conversar com todos os gerentes e notei que tem sido relevante essa experiência para que eu possa contribuir com as necessidades de cada área.
3. Quais serão suas prioridades como presidente?
Os gestores anteriores da Forluz fizeram um excelente trabalho e darei continuidade a muitas melhorias e projetos em andamento hoje. Na parte operacional, a prioridade é acertar nossos sistemas. Essa atualização tecnológica já está mapeada e é essencial para que a Entidade avance.
Por outro lado, temos questões específicas dos planos para ajustarmos. O Conselho Deliberativo aprovou um pacote relevante de alterações regulamentares do Plano B e vamos aguardar a aprovação da Previc (Superintendência Nacional de Previdência Complementar) para implementarmos as mudanças, bastante benéficas e com novas opções para os participantes. Já o Plano A apresentou nos últimos anos alguns déficits, sendo pauta expressiva para todos nós (empregados, participantes e patrocinadoras). Atualmente, aguardamos uma proposta da Patrocinadora para discutirmos com todos e trabalharmos no mesmo. Também temos outros pontos em discussão com a Cemig a serem acertados, como a questão da PUT referente ao investimento na Usina de Santo Antônio, atualmente em processo de arbitragem.
4. O que a Fundação e os participantes podem esperar desta nova fase?
Mudanças de gestão são normais, mas os nossos participantes continuarão sendo a nossa razão de existir. Nosso foco será sempre a satisfação deles. A Forluz já é reconhecida como um excelente lugar para se trabalhar (temos inclusive o certificado da Great Place to Work) e a ideia é mantermos um time engajado e feliz de estar aqui. É esta união somada a processos bem ajustados, adicionando uma perseguição pela simplicidade, com sistemas modernos, que levarão a Entidade a aumentar ainda mais seu padrão de excelência, atendendo a todos por, pelo menos, mais 50 anos!
Fonte: Forluz, em 08.09.2021.