Riscos de mercado, de liquidez, operacional, legal e de imagem: todos eles existem e são inerentes ao negócio da Fundação. E, para cumprir seu dever de gerir planos previdenciários e assegurar o pagamento de benefícios, a Forluz trabalha em busca de mitigar esses riscos de naturezas diversas para, desta forma, levar qualidade de vida aos seus participantes e beneficiários. Para isso, ela conta com um sistema de gestão de riscos e uma área especializada no assunto.
Os momentos de incerteza tornam necessária a criação de um modelo, um plano ou uma metodologia de gestão a ser seguida. Por esse motivo e também por recomendação do órgão supervisor – Previc -, é que as entidades fechadas de previdência complementar devem fazer uma gestão baseada em risco. Na Forluz, essa gestão conta com diversos documentos e normas que servem como parâmetros na identificação, análise e tratamento dos riscos, de acordo com a probabilidade de ocorrência e seu impacto nas tarefas da Entidade. Ela conta também com a capacitação de toda a equipe, tornando o processo conhecido e entendido por todos os colaboradores. Cada área possui ainda ao menos um representante que é denominado "multiplicador", responsável por apoiar os gestores na condução dos processos envolvendo os riscos e por realizar auditorias internas em outras áreas, sob coordenação da gerência de Compliance e Governança, a fim de garantir que os riscos estejam sob controle e preparar a Fundação para demais processos de auditorias.
Como funciona
Todos os riscos identificados na Forluz foram mapeados pela Assessoria de Riscos juntamente com os gestores, analisados pela Diretoria Executiva, e registrados em um sistema específico para esta finalidade. A cada seis meses, são feitas revisões desses riscos e de seus respectivos controles. Em caso de riscos residuais elevados ou controles com baixa eficácia, são estipulados planos de ação que minimizem suas chances de ocorrência e seus impactos.
Após avaliação dos riscos, dos controles e criação dos planos de ação, as áreas passam pelas auditorias internas, que seguem as premissas da norma ISO 31000. Por fim, a Diretoria Executiva realiza revisão crítica dos resultados dessas auditorias.
Para o gerente da Assessoria de Riscos, Antônio Carlos Bastos d'Almeida, o resultado deste processo é excelente. "Ter uma gestão baseada em riscos faz com que as pessoas tomem consciência da existência deles, de seu tamanho, de suas consequências e, assim, podem se preparar para mitiga-los. Risco é como uma moeda, de um lado carrega a oportunidade e do outro a ameaça. Fazer essa gestão não garante que os eventos não ocorram, mas nos dá a convicção de que iremos acertar mais do que errar e nos permite aproveitar oportunidades", afirma.
Reconhecida mundialmente
É todo este processo que prepara a Forluz, anualmente, para buscar a certificação da norma internacional de gestão de riscos ABNT NBR ISO 31000. Vale lembrar que a Fundação conquistou o certificado nos últimos quatro anos e, no início de julho, passou novamente pelas auditorias em busca de sua quinta certificação. Ao todo, 26 organizações em todo o mundo possuem este selo, sendo a Forluz uma delas. "Nós buscamos seguir as melhores práticas e padrões de gestão de riscos consagrados universalmente, para que os colaboradores, a gestão da Entidade, os conselheiros, o órgão supervisor e, acima de tudo, os participantes e as patrocinadoras fiquem tranquilos de que a Forluz está fazendo uma boa gestão dos riscos", explica Antônio Carlos.
Fonte: Forluz, em 16.07.2021