Em um ambiente de muita volatilidade nos mercados, os preços dos ativos refletiram o cenário de maior aversão ao risco diante da elevação das taxas de juros nas principais economias, como resposta à intensidade da inflação a nível global. Este fenômeno vem sendo agravado por lockdowns na China e pelos desdobramentos da Guerra da Ucrânia, o que aumenta a incerteza nas projeções de crescimento econômico e de performance das companhias.
No Brasil, fatores como taxa de juros, posição geográfica distante do conflito bélico e a vocação de exportador de commodities favoreceram o ingresso de capital estrangeiro no País e proporcionaram um primeiro trimestre de relativa resiliência no câmbio e na bolsa. Mas o mês de abril demonstrou que o mercado brasileiro não está imune ao movimento global de redução de liquidez e fortalecimento do dólar.
Este contexto, adicionado à natural expectativa dos debates eleitorais acerca da política econômica a partir de 2023, resulta em pressão sobre os mercados, principalmente nos ativos de maior risco, como a Renda Variável. Diante deste panorama, o mês de abril foi caracterizado pela cautela na gestão das carteiras, com movimentos pontuais de acordo com as características de cada plano. Seguimos aproveitando as oportunidades para reforçar o estoque de títulos públicos federais com taxas atrativas, proteção da inflação e baixo risco.
PLANO 1O excelente resultado do primeiro trimestre foi revertido no mês de abril, que fechou com déficit acumulado de R$ 968 milhões. Diante dos quase R$ 220 bilhões em investimentos do plano, este resultado representa equilíbrio e reforça sua robustez e segurança. No acumulado do ano, as principais carteiras mantêm expressiva rentabilidade positiva, com destaque para a Renda Variável (+9,23%) e Renda Fixa (+5,09%). Assim, a rentabilidade global dos ativos no ano é de +6,18%, , muito próxima da meta atuarial do período (+6,12%), que é influenciada diretamente pela inflação.
Importante destacar que está em andamento o processo de contabilização dos precatórios resultantes do acordo firmado entre a Abrapp e a União, que deu fim a mais de três décadas de disputas jurídicas em torno das OFNDs. O registro dos mais de R$ 3,1 bilhões no patrimônio do Plano 1 observa cuidadosamente a legislação e a padronização entre as entidades vinculadas ao acordo e, quando concluído, reforçará ainda mais o resultado do Plano 1 (saiba mais).
PREVI FUTUROOs perfis com maior exposição à Renda Variável tiveram em abril um recuo na rentabilidade acumulada no ano. Dentre os perfis da categoria “risco-alvo”, o perfil Agressivo tem rentabilidade de +3,03% até abril, e o perfil Arrojado acumula 3,38% no período. Já os perfis com maior alocação no bloco “composto” (Renda Fixa, Imobiliário e Operações com Participantes), cumpriram seu papel de preservação de capital em abril, com retorno positivo em 2022 de +3,76% no perfil conservador e +3,68% no perfil Moderado. Nos perfis “data-alvo” (ciclo de vida), a dinâmica foi semelhante, onde os perfis de horizonte mais curto (e, portanto, mais conservadores) apresentam rentabilidade marginalmente maior no acumulado de janeiro a abril.
No Previ Futuro, um plano em fase de acumulação, a gestão ativa do associado faz toda a diferença. Por isso, ressaltamos sempre a importância de se avaliar o Perfil de Investimento mais adequado de acordo com seu apetite a risco, planejamento de carreira e prazo estimado para aposentadoria.
Nos perfis “data-alvo” a composição do portfólio é ajustada pela Previ ao longo da jornada de acumulação do participante, de acordo com o horizonte de tempo. Já nos perfis “risco-alvo” o grau de alocação em Renda Variável é determinado pelo próprio associado. Com a recente redução da carência para migração entre perfis, essa é uma decisão que você pode reavaliar a cada seis meses, dando ainda mais flexibilidade para seu planejamento previdenciário.
Fonte: Previ, em 09.05.2022.