Os planos apresentaram resultados relativamente estáveis no mês de julho, com rentabilidade de -0,31% no Plano 1 e +0,67% no Previ Futuro. No acumulado do ano, ambos os planos seguem com rentabilidade positiva, de 4,36% no Plano 1 e 3,82% no Previ Futuro.
Conjuntura econômica
O mês de julho foi marcado pelo registro da maior deflação registrada nos últimos 40 anos, de -0,68%, explicada principalmente pelo recuo no preço dos combustíveis após a aprovação de medidas de redução de impostos. As expectativas do mercado capturadas pelo relatório Focus, do Banco Central, foram revisadas em julho, com redução da inflação e aumento do PIB para 2022. Estes indicadores refletiram positivamente nos preços das ações, com alta de 4,69% no Ibovespa. No entanto, devido ao caráter temporário das medidas e às incertezas quanto ao cenário macroeconômico, as expectativas para 2023 foram ajustadas em sentido contrário, marginalmente (IPCA mais alto e PIB menor).
O cenário internacional continua sendo fator de volatilidade nos mercados, diante das incertezas quanto à intensidade e velocidade de aumento das taxas de juros pelos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa, e dos efeitos resultantes da política monetária na inflação e risco de recessão nos países desenvolvidos. Na China, as atenções seguem voltadas para os indicadores de crescimento econômico, impactados no primeiro semestre em função da política de Covid zero, e que exercem influência direta na cotação internacional de minério de ferro e outras commodities.
Plano 1
O Plano 1 teve resultado próximo da estabilidade em julho, de R$ 317 milhões negativos, resultando em déficit acumulado do plano de R$ 5,24 bilhões. É importante lembrar que esse valor equivale a 2,19% do passivo do Plano, que em julho fechou em R$ 238,57 bilhões e corresponde ao montante da obrigação da Previ com os associados do Plano 1. Este resultado mantém a Previ distante de qualquer possibilidade de equacionamento, mesmo diante da conjuntura desafiadora que atravessamos desde o início da pandemia, em março de 2020.
A rentabilidade do plano 1 em julho, de -0,30%, foi impactada principalmente pela queda de 8,89% no preço das ações da Vale, reflexo da oscilação no preço internacional do minério de ferro. Com isso, a rentabilidade da carteira de renda variável, que ficou em -1,51%, descolou do índice Ibovespa em julho.
Previ Futuro
No Previ Futuro, o desempenho da maioria dos perfis de investimento teve retorno positivo no mês, com destaque para os que possuem mais exposição à Renda Variável, segmento que teve rentabilidade positiva de 4,26% em julho.
Como a maior parte dos investimentos do Previ Futuro está alocada no segmento de Renda Fixa – que representa 64,38% do patrimônio do Plano – o desempenho foi impactado pela rentabilidade negativa desse segmento (-0,48%). É importante lembrar que a maior parte da carteira de renda fixa do Previ Futuro está classificada na categoria “para negociação”. Com isso, a volatilidade das taxas de juros dos Títulos Públicos Federais reflete em oscilação no resultado mensal do plano. No entanto, no longo prazo, que é o horizonte dos investimentos da Previ, o retorno dos títulos converge para a taxa de juros do momento do investimento, que é aderente à taxa de referência do Previ Futuro.
No Previ Futuro cada associado escolhe o próprio perfil de investimento entre as oito opções oferecidas pela Previ. Por isso, é importante estar atento ao desempenho e à composição dos ativos do seu perfil.
Transparência
Para conhecer o desempenho detalhado dos planos, é só acessar a seção Prestação de Contas, aqui no site ou pelo aplicativo. O resultado é divulgado mensalmente. Para ficar sempre atualizado sobre o seu plano, baixe o App e siga a Previ nas redes sociais. Estamos no Instagram, Facebook, LinkedIN e YouTube.
Fonte: Previ, em 13.09.2022.