
Teve início na manhã da última sexta-feira (6/03) o Conexões Previc, um conjunto de cinco seminários que serão transmitidos semanalmente com temas variados, mas sempre focados nas alterações feitas pela Resolução Previc nº 26 na nº 23. Essa primeira apresentação, assistida por mais de 300 pessoas, versou sobre Integridade e Diversidade nas EFPC, tendo lideranças do sistema já na abertura do evento, dirigentes e expositores que sublinharam a importância tanto da ética quanto da inclusão para que a imagem do segmento seja mais valorizada pela sociedade.
O “argumento de que o custo de observância das normas é elevado não cabe mais”, observou o Diretor- Superintendente da Previc, Ricardo Pena, considerando o enxugamento normativo trazido pela Resolução Previc nº 26 e o esforço da autarquia em oferecer os esclarecimentos sempre que necessário. Algo de que o evento de abertura do Conexões Previc foi aliás um bom exemplo.
Ricardo Pena salientou a proatividade do trabalho desenvolvido pela Previc, sempre disposta a detectar dificuldades encontradas pelas entidades e a orientá-las com vistas a uma solução. A autarquia, segundo ele, compreende não apenas a importância do aprimoramento normativo, mas igualmente da estabilidade das normas, no intuito de assim se alcançar uma maior segurança jurídica.
Na continuidade da abertura do seminário, Devanir Silva, Diretor-Presidente da Abrapp, apontou o evento como “uma iniciativa extremamente relevante para o fortalecimento do sistema”. Para ele, “a Previc mostra-se uma vez mais não exerce apenas o papel de órgão fiscalizador, mas também de agente indutor de boas práticas, de diálogo qualificado e também de permanente aprimoramento da governança das entidades do setor”.
E acrescentou: “a agenda construída nessa série de eventos reforça com certeza os pilares fundamentais da nossa sustentabilidade, ou seja, governança, processos claros, comunicação fácil de ser entendida e transparência”. Devanir elogiou a qualidade temática dos próximos quatro eventos e sublinhou que com isso os seminários trarão uma contribuição positiva para o crescimento do sistema.
Ainda na fase da abertura dos trabalhos, Arthur Pires, Presidente da Apep – Associação de Fundos de Pensão e Patrocinadores do Setor Privado –, disse ser evidente o reconhecimento que o segmento vive um momento de clara evolução.
Por sua vez, Leandro Nunes, Diretor de Imprensa e Divulgação da Anapar, observou que o diálogo foi democratizado sob a atual gestão da Previc e que a evolução das normas trouxe maior segurança aos participantes dos planos, que estão vendo os seus direitos assim melhor defendidos.
Alexandra Granado, Presidente do Metrus e Diretora Vice-Presidente da Abrapp, iniciou sua exposição falando do momento de sua chegada à entidade, uma década e meia atrás, então envolta em uma grave crise e por conta disso sofrendo seguidas autuações da fiscalização. Tendo assumido um assento no Conselho de sua entidade e buscando entender a situação, disse ter priorizado conversas com os auditores, logo compreendendo a necessidade de aperfeiçoamento da governança.
Alexandra mostra-se hoje francamente favorável à remuneração dos conselheiros, que assim reconhecidos em sua dedicação fazem um trabalho claramente mais dedicado. Os conselhos também passam a atrair profissionais mais qualificados, detentores de melhores currículos. E conselheiros independentes também serão com certeza muito bem vindos no futuro. As novas normas, disse ela, somadas a um programa efetivo de integridade, a um esforço real de inclusão, podem fazer agora toda a diferença.
Esforço de inclusão – Amanda Anderson, Assessora de Participação Social do Ministério da Previdência Social, observou que “o preconceito não apenas ofende às pessoas e à sociedade como tem um custo que é pago por todos. Mostrou vários números que a seu ver confirmam isso. Salientou que especialmente as lideranças devem trabalhar no acolhimento, dessa maneira reforçando o esforço de inclusão.
Renata Paes, especialista da Previc, destacou “a recomendação da Previc às entidades, na verdade, um convite à responsabilidade de todos frente a uma realidade social tão desigual em que nós vivemos”. Enfim, uma necessidade de agir responsavelmente a partir de um conceito da cidadania plena, pois “não basta vivermos em uma sociedade dita como democrática. Há um desafio maior que é garantir que todas as pessoas de fato tenham garantidos seus direitos que estão lá na Constituição”.
Apontou a busca de um patrocinador e do apoio da alta administração como dois dos primeiros e maiores desafios na implementação de um programa de diversidade, mas sublinhou que as novas normas emanadas da Previc e as trilhas de capacitação oferecidas pela autarquia com certeza ajudam a superá-los. Ajuda também a criar vagas e divulgá-las da forma mais ampla possível, bem como canais de denúncia que funcionem e sejam capazes de completar o esforço das Ouvidorias.
Fonte: Abrapp em Foco, em 06.03.2026