Além das crescentes fusões e aquisições de hospitais, e de um mercado de laboratórios historicamente concentrado, vem aumentando no País a verticalização da cadeia de atendimento
Acompanhando uma tendência global de duas décadas, as fusões e aquisições de hospitais e laboratórios têm crescido no Brasil. Nos últimos três anos o crescimento se acelerou, sendo registradas, respectivamente, 31, 50 e 52 operações. Em tese, a concentração pode tanto melhorar como piorar os serviços. Por um lado, a capacidade gerencial ou clínica do hospital adquirido pode se beneficiar com a expertise do comprador e com ganhos de escala. Mas, por outro lado, a burocracia resultante desta escala pode absorver recursos que poderiam ser investidos na melhora dos serviços, e as concentrações podem, sobretudo em âmbito regional, enfraquecer as pressões competitivas para que os hospitais busquem mais qualidade com preços menores. Um estudo do New England Journal of Medicine sobre o mercado norte-americano permite mensurar o que tem ocorrido na prática naquela economia pujante – mas pode, também, servir de exemplo para o caso brasileiro.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 13.01.2020