Evento discutirá como construir um marco regulatório que concilie inovação, segurança jurídica e proteção de direitos
À medida que a inteligência artificial amplia sua presença nos negócios, na economia e na sociedade, cresce também o debate sobre a necessidade de um marco regulatório capaz de equilibrar inovação, segurança jurídica e proteção de direitos. O tema será o foco do painel "Regulação da IA no Brasil e seus impactos globais", que acontece no dia 25 de agosto, às 15h50, no Auditório Febraban Amarelo, durante o Febraban Tech 2026, principal evento de tecnologia e inovação do setor financeiro. A discussão integra a trilha "Identidade digital, compliance e credibilidade na velocidade da inovação".
Os impactos dos projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional, os desafios para a construção de segurança jurídica e os possíveis efeitos da regulação sobre a capacidade de inovação das empresas estarão no centro do debate. Participam do painel Camila Pintarelli, diretora do Fundo Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça e Segurança Pública; Cristina Pinna, diretora de Tecnologia da Informação do Bradesco; Laura Schertel Mendes, professora da Universidade de Brasília (UnB) e do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP); Lucas Costa dos Anjos, superintendente de Inovação Tecnológica da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD); e Luis Vicente De Chiara, diretor jurídico da Febraban.
O debate ganha relevância em um momento em que a inteligência artificial se consolida como prioridade estratégica para o setor financeiro. Segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, realizada pela Deloitte, 84% dos bancos pretendem ampliar os investimentos para aprimorar seus modelos de IA, refletindo a crescente incorporação da tecnologia em processos, produtos e serviços. Nesse contexto, os especialistas discutirão como construir um modelo regulatório que fortaleça a governança, preserve a segurança jurídica e proteja os direitos dos cidadãos sem comprometer a pesquisa, a competitividade e a inovação.
A discussão sobre o tema também ganhou força em diferentes mercados, que buscam modelos regulatórios capazes de acompanhar o avanço acelerado da tecnologia. A União Europeia, pioneira na criação do AI Act, aprovou recentemente o pacote Digital Omnibus, que posterga a implementação de parte das obrigações previstas originalmente e reacende a discussão sobre como estabelecer regras capazes de proteger os cidadãos sem reduzir a competitividade e a capacidade de inovação.
Enquanto a União Europeia mantém uma abordagem baseada em níveis de risco e os Estados Unidos discutem modelos mais flexíveis para preservar sua liderança tecnológica, o Brasil busca construir um marco regulatório alinhado às características do mercado nacional e às necessidades de desenvolvimento do país.
A discussão acontece em um contexto de rápida adoção da tecnologia. Segundo levantamento da Ernst & Young (EY), 74% dos consumidores já utilizam inteligência artificial, embora cerca de 14% ainda não se sintam confortáveis em confiar plenamente em sistemas autônomos, evidenciando a importância de mecanismos que ampliem a confiança na tecnologia.
Ainda na trilha "Identidade digital, compliance e credibilidade na velocidade da inovação", os demais temas debatidos são:
- Transformando riscos em vantagens competitivas– 25 de agosto, às 11h50, no Palco Febraban Cases;
- Regulação por princípios: como manter confiabilidade sem travar a inovação– 25 de agosto, às 14h, no Auditório Febraban Amarelo;
- Dados exclusivos: o combustível da IA que decide, protege e transforma negócios– 25 de agosto, às 15h10, no Auditório Febraban Amarelo;
- Tecnologia avança. O compliance acompanha?– 25 de agosto, às 17h, no Auditório Febraban Amarelo;
- Regulação das fintechs e a isonomia em um sistema financeiro digital– 26 de agosto, às 15h50, no Auditório Febraban Azul.
O Febraban Tech 2026 ocupará 42 mil metros quadrados de área construída, crescimento de 71% em relação à edição anterior, além de registrar aumento de 100% nas áreas institucionais e expansão de 42% nas áreas comercializáveis. A expectativa é superar as mais de 58 mil visitas registradas na edição de 2025.
As discussões do evento estarão distribuídas em trilhas que abordarão alguns dos temas mais relevantes para o setor financeiro e para a economia digital:
- Agentes de IA em rede: é o fim da Era dos Assistentes?
- Engenharia do futuro: do humano ao híbrido na Era dos Agentes de IA?
- Identidade digital, compliance e credibilidade na velocidade da inovação
- A guerra invisível da cibersegurança
- Meios de pagamento: quem paga a conta da inovação?
- Open Finance: segurança e privacidade versus interoperabilidade
- Do big data ao real-time intelligent banking
- Inovação resiliente: cloud, data centers e a nova engenharia do setor
- O Drex e a corrida global pelas stablecoins
- Tecnologias em ascensão reprogramam os setores
- Finanças embarcadas e a convergência intersetorial
- Transition Finance: como o capital está moldando a economia verde
- A jornada das fintechs: maturidade, regulação e confiança
Além da programação de conteúdo, o Febraban Tech 2026 apresentará novidades em infraestrutura e experiência para participantes e expositores. O congresso contará com dez auditórios, estúdios, área de workshops e espaços dedicados ao bem-estar. Entre as novidades está o Auditório Imersão, que combinará recursos visuais avançados e cenografia interativa para integrar tecnologia e experiência humana.
SERVIÇO – Febraban Tech 2026
Inscrições para o público no site: www.febrabantech.com
Fonte: Febraban Tech/DFREIRE Comunicação, em 04.08.2026.