Por Murilo Fernandes
A pressão em torno do sistema de saúde pública no Brasil é gigantesca. Embora o Sistema Único de Saúde (SUS), criado pela Constituição Federal (CF) de 1988 seja reconhecido internacionalmente – afinal somos o único país com mais de 100 milhões de habitantes que tem um sistema de saúde único, público e gratuito – é fato que para que continue existindo, uma série de obstáculos precisam ser vencidos nos próximos anos. A despeito da escassez de recursos e dos baixos investimentos, não se pode desprezar o papel da medicina baseada em evidência na importante missão de permitir que as instituições de saúde, especialmente as da esfera pública, façam mais com menos.
Em 2017, A OMS (Organização Mundial da Saúde) lançou uma iniciativa global para reduzir em 50% os danos graves e evitáveis associados a medicamentos em todos os países, nos cinco anos subsequentes. Esta iniciativa levou em consideração estudos que demonstravam que o custo global associado a erros de medicação estava estimado em 42 bilhões de dólares anuais, ou seja, quase 1% de todos os gastos de saúde globais.
Fonte: O Estado de S. Paulo, em 05.08.2020