Nos momentos de baixa liquidez, o exercício de acompanhamento da DFC é essencial na gestão de caixa e análise do impacto de financiamento.
A Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC) é uma das ferramentas mais importantes para a gestão. Essa ferramenta avalia os resultados operacionais com foco em novos investimentos em recursos próprios, ou ainda, a necessidade de fontes de financiamentos para manter a capacidade produtiva entre outros. No entanto, nos momentos de baixa liquidez o exercício de acompanhamento da DFC é essencial para a gestão de caixa, análise do impacto de financiamentos e do atual direcionamento de recursos para novos investimentos. Em especial para operadoras de planos de saúde, que notadamente, tem um volume expressivo de recursos em aplicações garantidoras.
De acordo com a Resolução Normativa nº 528/2022 da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), a elaboração do fluxo de caixa deve ser feita através do método direto ou indireto para fins de publicação e, anualmente, por ocasião do balanço patrimonial, a operadora deverá efetuar a conciliação entre o lucro líquido e o fluxo de caixa líquido das atividades operacionais, de acordo com o pronunciamento CPC 03 (R2).
Entre as cooperativas médicas, o Método Indireto é o mais comum, sendo utilizado para cumprir obrigações com a agência reguladora através do DIOPS (Documento de Informações Periódicas das Operadoras de Assistência à Saúde). Por outro lado, o Método Direto pode configurar uma importante ferramenta de acompanhamento diário e mensal para tomada de decisão dos gestores das cooperativas, em especial, pela sua agilidade de fechamento e do conteúdo informativo.
Fonte: XVI Finance, em 03.07.2023.