Por Angélica Weise
Paulo Rebello, diretor-presidente da ANS, falou ao Futuro da Saúde sobre quais serviços podem ser impactados com cortes orçamentários da agência
Os cortes orçamentários promovidos pelo governo federal em diversas áreas da economia, com o objetivo de adequar as contas do país, começam a reverberar nas agências reguladoras, que já reclamam há algum tempo de desafios com defasagem de servidores. Os números indicam que as 11 agências reguladoras federais, dentre elas a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), tiveram um corte de aproximadamente 20%, o que motivou a publicação em junho de uma nota conjunta trazendo detalhes da situação.
Futuro da Saúde teve acesso a ofícios enviados pela ANS, assinados pelo diretor-presidente Paulo Rebello, para diferentes áreas do governo nos últimos meses. O primeiro deles, enviado em 14 de março para Simone Tebet, ministra do Planejamento e Orçamento do Brasil, e Fernando Haddad, ministro da Fazenda, trazia a informação de que a agência havia planejado para o exercício de 2024 R$ 175.257.601,41, sendo que cerca de R$ 120 milhões eram destinados apenas para manter os contratos atuais – para referência, no exercício de 2023 a agência consumiu cerca de R$ 104 milhões.
Fonte: Futuro da Saúde, em 28.08.2024