Com a Selic tendo baixado dias atrás para 5% e, havendo previsões de que possa recuar até 4,75% até o final do ano, as entidades fechadas de previdência complementar têm motivos para se preocupar, dada a alta concentração de suas carteiras em títulos públicos. O nosso conselheiro Ary de Carvalho Alcântara chama a atenção em sua página no Facebook para a urgência de os fundos de pensão diversificarem as suas alocações, privilegiando os setores produtivos.
Atualmente, na média do sistema, mais de 80% dos recursos estão direcionados para a renda fixa.
Mesmo porque lembra Ary que não se trata apenas de queda da Selic, mas também simultaneamente estão crescendo as chances de retomada da economia, algo que deve contribuir para uma maior remuneração do investimento produtivo.
Ele chama a atenção para o fato de que o mais recente Relatório Mensal da Dívida Pública mostra as entidades fechadas como detentoras de ao redor de 25% dos títulos públicos.
Para Ary Alcântara, ao governo caberia também um papel nesse redirecionamento dos investimentos, através de alterações que deveriam ser feitas no conjunto de diretrizes e normas que regem os investimentos das EFPCs.
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Fonte: ANCEP Notícias, em 01.11.2019