Por Alexandre Sammogini

O Colégio de Investimentos da Abrapp realizou na semana passada uma reunião dedicada à discussão dos riscos e impactos Ambientais, Sociais e de Governança (ASG), com foco específico nos desafios práticos enfrentados pelas entidades fechadas (EFPC) diante das recentes exigências regulatórias, especialmente a Resolução Previc nº 26/2025.
O encontro foi coordenado por Nayara Ferreira de Queiroz, Coordenadora da Comissão Técnica de Investimentos da Abrapp e Gerente de Investimentos da Fundação Libertas, e contou com a participação dos coordenadores das CTs regionais. Participaram os seguintes profissionais: Cleiton Pires (Néos Previdência); Leonardo Sansivieri (Elos); Bruno Moraes (São Rafael); Victor Roberto Hohl (Sebrae Previdência); João Carlos Ferreira (Diretor Vice-Presidente da Abrapp); Carlos Renato Salami, Secretário Executivo do Colégio de Investimentos; e Ivan Corrêa, Superintendente do Núcleo Técnico da Abrapp.
A reunião reuniu profissionais com diferentes níveis de maturidade no tema ASG, refletindo a diversidade de porte, complexidade e estrutura de gestão das EFPC. O objetivo central foi avançar na construção de orientações técnicas e metodológicas de caráter prático, capazes de apoiar as fundações na incorporação dos requisitos regulatórios aos seus processos de investimento, de forma proporcional e aderente à realidade de cada entidade.
Durante as discussões, foi destacado que, conforme sinalizações recentes da Previc, a regulamentação tende a estabelecer o que deve ser observado, sem detalhar como cada entidade deve operacionalizar suas metodologias de avaliação de riscos ASG e de materialidade. Nesse contexto, o Colégio de Investimentos identificou espaço relevante para a atuação técnica do setor, por meio da construção de referências, boas práticas e caminhos possíveis que auxiliem as EFPC no atendimento às exigências regulatórias.
Os participantes compartilharam experiências recentes, incluindo workshops e webinars sobre o tema, ressaltando a importância da produção de materiais aplicáveis ao dia a dia das áreas de investimento, especialmente para entidades com estruturas mais enxutas ou com gestão terceirizada.
Encaminhamentos – Como resultado das discussões, foram debatidos os seguintes encaminhamentos:
– Estruturar um trabalho técnico com foco em metodologias possíveis, proporcionais e alinhadas às diferentes realidades das EFPC;
– Mapear e organizar as principais dúvidas das entidades, de forma sistemática;
– Promover um brainstorm conjunto com a Comissão de Sustentabilidade, buscando convergência técnica e institucional;
– Avaliar uma aproximação institucional com a Previc, apresentando o Colégio de Investimentos como um fórum técnico qualificado, aberto ao diálogo e, eventualmente, à participação do órgão regulador nas discussões.
Para conduzir esse trabalho técnico, foi formado um grupo de trabalho que contará com a participação de Nayara Ferreira de Queiroz, Cleiton Pires, Leonardo Sansivieri, Bruno Moraes, Victor Roberto Hohl, João Carlos Ferreira, Carlos Renato Salami e Ivan Corrêa, que atuarão de forma conjunta na construção de referências técnicas, levantamento de dúvidas do sistema e proposição de caminhos práticos para implementação das diretrizes ASG nas EFPC.
O Colégio de Investimentos seguirá aprofundando o tema ao longo dos próximos encontros, que, a princípio, ocorrerão de forma quinzenal, com a expectativa de contribuir para a construção de soluções práticas e alinhadas à realidade do sistema, reforçando o papel técnico da Abrapp no apoio às entidades diante da evolução regulatória em ASG.
Fonte: Abrapp em Foco, em 06.04.2026.