
Economistas avaliam mudança no regime de meta de inflação do Banco Central, que passará a valer a partir de 2025
Na edição deste trimestre da ‘Revista de Seguros’, a mudança na meta de inflação no Brasil para uma abordagem contínua a partir de 2025. O mercado reagiu bem, líderes econômicos veem benefícios, mas há preocupações sobre o impacto no setor de seguros com a queda da taxa Selic - e opiniões divergem sobre a relevância da mudança, com destaque para a necessidade de evitar subsídios excessivos.
Leia a matéria ‘Meta contínua vai permitir uma política monetária mais estável’ na Revista de Seguros
Os 5 destaques da matéria
- A reação do mercado financeiro: O fechamento positivo da Bolsa de Valores de São Paulo e a estabilidade do dólar no mesmo dia do anúncio indicam uma reação favorável do mercado financeiro à mudança na metodologia. Isso pode sinalizar que os ânimos se acalmaram em relação à proposta
- Perspectivas do Ministro da Fazenda: O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, acredita que a mudança para a meta contínua dará mais flexibilidade ao Banco Central para atingir a meta fixada em 3%, permitindo uma política monetária mais estável
- Visão positiva da CNseg: Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, vê a adoção da meta contínua como uma evolução do controle da inflação, proporcionando ao Banco Central uma política monetária mais estável e permitindo uma calibragem mais eficiente dos juros a longo prazo
- Impacto no setor de seguros: O economista Francisco Galiza destaca que a meta contínua pode beneficiar o mercado segurador, possibilitando uma taxa de crescimento mais expressiva. No entanto, alerta para o impacto negativo no setor com o ciclo de baixa da taxa Selic, que gradualmente reduzirá os ganhos financeiros das seguradoras
- Opiniões divergentes sobre a relevância da mudança: O economista Alexandre Schawartsman, ex-diretor do Banco Central, argumenta que a troca do regime de meta pode ser, em grande parte, irrelevante, pois, na prática, o Banco Central nunca seguiu estritamente o critério de ano-calendário. Ele destaca que a política monetária não afeta a inflação imediatamente, mas em um prazo superior a um ano e inferior a dois anos.
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Fonte: CNseg, em 08.12.2023