
No SeguroPod desta semana, confira reportagem com executivos do mercado de seguros, com análise do desempenho do setor e as expectativas para 2024.
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O mercado de seguros projeta avanço crescimento de 11,7%, em 2024. O cenário tem como base a perspectiva de crescimento da economia brasileira de 2,5%, bem como melhoria do ambiente externo.
CNseg: o desafio de ampliar a cobertura de seguros
De acordo com o presidente da CNseg (Confederação Nacional das Seguradoras), Dyogo Oliveira, apesar da indústria de seguros ter crescido mais de 10%, em 2023, a cobertura ainda é pequena. Um exemplo é o Seguro Rural, que apenas 10% da área plantada tem coberta por seguros. Para ele, o grande desafio do setor é “continuar o trabalho de popularização e democratização do acesso ao seguro”.
FenSeg: apenas 12% das residências têm Seguro Residencial
O presidente da FenSeg (Federação Nacional de Seguros Gerais), Antonio Trindade, lembra que o Seguro Condomínio é obrigatório, mas reforça que é preciso entender o que é o produto e não confundir com o Residencial. No primeiro caso, o seguro é voltado a mitigar riscos das áreas externas do condomínio. Já no segundo, os bens pessoais dentro de casa. “Você tem 88% das casas e apartamentos sem cobertura do Seguro Residencial no Brasil”, que é o produto voltado a proteger em caso de avaria dentro de casa.
FenSaúde: saúde sem fraudes
De acordo com o presidente da FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar), Manoel Peres, o número de reembolsos médicos cresceu praticamente 100% nos últimos três anos, e grande parte se deve a fraudes. “Isso afeta, de modo geral, a todos os beneficiários e todos os usuários do sistema, porque acaba impondo às operadoras um maior rigor no controle e isso afeta, obviamente, o nível de satisfação das pessoas ao acessar o serviço”, avaliou.
FenaPrevi: previdência Privada e Vida
O presidente da FenaPrevi (Federação Nacional de Previdência Privada e Vida), Edson Franco, analisou que 2023 foi um ano de recuperação para o segmento, refletindo a melhora em indicadores nacionais. “Principalmente o segundo semestre, a gente percebeu uma redução no ritmo de resgates, uma recuperação da captação líquida, acho que isso já é um pouco um reflexo da recuperação do emprego, da renda”.
FenaCap: capitalização projeta futuro
A FenaCap (Federação Nacional de Capitalização) desenvolveu um estudo para identificar o potencial do setor que trabalha com reservas de R$ 40 bilhões. De acordo com o presidente Denis Morais, o estudo “Estimativa de Mercado para Capitalização” indica possibilidades nas seis modalidades existentes e é uma das iniciativas pensadas no PDMS, o Plano de Desenvolvimento do Mercado de Seguros. “A ideia é ajudar no planejamento, inclusive das empresas, para ajudar o órgão regulador, para ajudar o legislativo, enfim, todo o ecossistema do mercado segurador compreender que a gente pode triplicar esse mercado em três anos”.
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CNseg assina 'Declaração de Bogotá para Sustentabilidade em Seguros' em evento da ONU
A adesão marca um passo importante para a indústria seguradora brasileira na promoção de práticas sustentáveis e na mitigação dos riscos climáticos

A CNseg tornou-se uma das signatárias da "Declaração de Bogotá para Sustentabilidade em Seguros", um compromisso significativo firmado durante o evento da ONU na Colômbia. A declaração, lançada pela Iniciativa Financeira do Programa Ambiental das Nações Unidas (UNEP FI), ocorreu durante a Mesa Redonda Regional para a América Latina e o Caribe, em 31 de janeiro.
Apoio aos objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU
Este importante documento visa reforçar o compromisso dos líderes do setor de seguros na América Latina e no Caribe com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, baseando-se nos Princípios para Sustentabilidade em Seguros (PSI) e considerando o contexto regional.
Iniciativas para promover práticas de seguro sustentáveis
Os signatários da declaração se comprometem a incentivar a adoção de práticas sustentáveis no setor, aumentar a resiliência através de gestão de riscos, promover a colaboração e a conscientização sobre o seguro sustentável, e capacitar especialistas para disseminar os benefícios desta abordagem.
Painel sobre mudanças climáticas e seguros
Pedro Werneck, analista da CNseg, destacou as ações do setor brasileiro de seguros relacionadas às questões ASG no painel "Alinhamento das atividades de seguro com as metas de mitigação das mudanças climáticas". Além disso, o lançamento do relatório "Construindo Seguros para a Transição Climática" foi anunciado para o dia 28 de fevereiro, uma ferramenta adaptada ao mercado segurador brasileiro.
Leia também o artigrao “Construindo seguros para a transição climática”, de autoria de Pedro Werneck
Liderança na mitigação de riscos climáticos
Luciana Dall’Agnol, da CNseg, enfatizou a importância do debate com atores regionais e destacou a posição da indústria seguradora brasileira como líder no comprometimento com os Princípios para Sustentabilidade em Seguros da ONU. A participação da CNseg em Bogotá ressaltou como o setor segurador pode colaborar na mitigação dos impactos de riscos climáticos.
Temas em discussão durante a Mesa Redonda Regional para a América Latina e o Caribe
O evento tem como objetivo principal definir o papel dos seguros, juntamente com outros setores da economia, na promoção ativa de uma economia mais verde, inclusiva e sustentável.
Os tópicos em discussão incluem questões relevantes, como:
- Riscos climáticos e naturais
- Financiamento para a transição em direção a emissões zero
- Economia azul
- Temas relacionados à economia circular
- Gestão de plásticos
Economia azul refere-se ao uso sustentável de recursos marinhos e oceânicos para impulsionar o crescimento econômico, melhorar a qualidade de vida e criar oportunidades de emprego, enquanto protege e mantém a integridade dos ecossistemas marinhos. Esse conceito vem ganhando cada vez mais destaque à medida que a necessidade de sustentabilidade ambiental e a preservação dos oceanos se tornam questões urgentes
Leia mais sobre Economia Azul na Revista do Seguro
Agenda: em 22/2, Palestra Centenário SINDSEG com Ivan Gontijo
Evento: Palestra SINDSEG PR/MS
Organizador: SINDSEG PR/MS
Sobre o Evento:
Tema da Palestra: Comemoração do Centenário SINDSEG
Destaque para a trajetória e contribuições do sindicato ao longo dos anos
Palestrante:
Ivan Gontijo, Presidente do Grupo Bradesco Seguros e membro do CNseg
Data e Hora:
22 de Fevereiro de 2024, às 18h30
Formato e Localização:
Formato: Presencial
Local: Associação Médica do Paraná, Rua Cândido Xavier, 575 - Água Verde, Curitiba - PR
Incêndio na boate Kiss: 11 anos de luto e reflexões sobre segurança e seguro
Em janeiro de 2013, um incêndio na boate Kiss, na cidade de Santa Maria (RS), vitimou 242 pessoas, feriu mais de 600 e é considerada uma das maiores tragédias no Brasil
O incêndio permanece sem culpados. Em dezembro de 2021 aconteceu o julgamento dos réus, tendo duração de dez dias. Este foi considerado o tribunal do júri mais longo da história do Rio Grande do Sul. Na ocasião, dois sócios da boate e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira foram condenados por dolo eventual, com penas de 18 a 22 anos e seis meses de prisão. No entanto, por questões de ordem formal, em agosto do ano seguinte o júri foi anulado pela 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Desde então, os réus respondem em liberdade. Um novo tribunal de júri está marcado para 26 de fevereiro de 2024.
Material inflamável e falta de saídas de emergência na boate Kiss
Na boate, a utilização de material inflamável na cobertura do palco foi um fator determinante para a rápida propagação das chamas. Outro ponto que contribuiu para a tragédia, foi a inexistência de uma saída de emergência, o que sobrecarregou a única saída do local. Além disso, de acordo com a imprensa, o estabelecimento não estava em dia nem mesmo com o alvará de Plano de Prevenção de Combate a Incêndio, concedido pelo Corpo de Bombeiros.
Seguros multirrisco empresarial: prevenção pós-tragédia da boate Kiss
Este triste episódio traz à tona o papel que o mercado de seguros pode exercer na proteção de pessoas. Na contratação do seguro multirrisco empresarial, as seguradoras realizam previamente inspeções e examinam os fatores que agravam situações de risco. A verificação ajuda a companhia a determinar o preço final da apólice e serve como sinal de alerta para o estabelecimento que contrata a garantia.
Papel decisivo na prevenção de acidentes
Se as condições do estabelecimento agravarem o risco de acidentes, a aceitação do seguro somente ocorre depois de acatadas as exigências de segurança feitas pelas seguradoras. Essa ação diminui significativamente a probabilidade de acontecer uma catástrofe.
Desse modo, os seguros têm papel decisivo na prevenção de acidentes. A contratação da cobertura básica do seguro multirrisco poderia ter contribuído para que esta trágica história tivesse um final diferente.
Esse e outros fatos sobre o seguro no Brasil você pode conhecer visitando o site do Centro de Documentação e Memória do Mercado Segurador (CEDOM)
Fonte: CNseg, em 31.01.2024