
- Os eventos climáticos extremos estão impactando severamente a agricultura e o setor de seguros no Brasil, exigindo novas estratégias de mitigação
- Durante a Conferência do Lide, realizada em outubro, em Londres, Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, ressaltou como esses riscos crescentes comprometem a segurança alimentar e a economia brasileira
- Em painel voltado à atratividade do Brasil para investidores estrangeiros, Oliveira destacou a necessidade de fortalecer a infraestrutura e as estratégias de proteção para garantir a segurança no agronegócio brasileiro e atrair mais investimentos.
- Dyogo Oliveira também reforçou que, além de lidar com os desafios climáticos, é essencial expandir o seguro rural e implementar políticas de apoio, como o Seguro Social de Catástrofe
O LIDE Brazil Conference London é uma conferência que reúne líderes empresariais e autoridades em Londres para discutir temas centrais ao desenvolvimento econômico do Brasil, como o real digital, sustentabilidade, e transição energética
Impactos climáticos no agronegócio brasileiro
Em 2023, a seca no Mato Grosso e as chuvas intensas no Rio Grande do Sul geraram prejuízos significativos no agronegócio, resultando em uma queda na produção de grãos. Hoje, apenas 10% da área plantada no Brasil está coberta por seguro rural, cenário que reforça a importância de expandir essa proteção, conforme enfatizou Dyogo Oliveira.
Crescimento dos riscos climáticos e a segurança alimentar
Oliveira alertou que o aumento dos riscos climáticos afeta diretamente a segurança alimentar, as empresas e os investimentos no país. Ele mencionou as perdas no Rio Grande do Sul, que ultrapassaram R$ 100 bilhões devido às chuvas intensas, com apenas 6% das perdas cobertas por seguros. O déficit de cobertura expõe a vulnerabilidade do setor agrícola e a necessidade urgente de ampliar o seguro rural no Brasil.
Seguro Social de Catástrofe: uma solução necessária
Para mitigar os impactos dos desastres climáticos, Oliveira sugeriu a criação de mecanismos que distribuam os custos, ajudando as pessoas mais afetadas, especialmente aquelas de baixa renda. Ele destacou o papel do Seguro Social de Catástrofe, que facilita indenizações rápidas às famílias prejudicadas, promovendo maior proteção social e financeira.
O Seguro Social de Catástrofe, proposto pela CNseg, busca apoiar financeiramente famílias brasileiras afetadas por desastres naturais. O modelo prevê uma indenização rápida de R$ 15 mil para imóveis danificados, com financiamento por uma taxa na conta de energia elétrica. A iniciativa é uma resposta ao aumento de inundações e deslizamentos no país, oferecendo uma rede de segurança essencial para regiões vulneráveis
Brasil: atraente para investidores internacionais, mas com desafios
Durante o painel “A Atratividade do Brasil para Investidores Internacionais”, Oliveira destacou que o Brasil é um país com economia sólida e resiliente, atraente para o capital estrangeiro. Contudo, ele apontou a necessidade de investimentos em infraestrutura, melhorias na distribuição de renda e na educação. Além disso, Oliveira frisou a importância da segurança jurídica para atrair mais investidores, alertando que mudanças súbitas na interpretação das leis podem desencorajar investimentos de grande porte. Para o desenvolvimento econômico sustentável, estabilidade regulatória e clareza são fundamentais.
Assista a conversa de Dyogo Oliveira, presidente da CNseg, com deputados, senadores e executivos durante a Conferência do Lide 2024, em Londres
Boletim Notícias do Seguro: como aumentar a proteção dos brasileiros?
- Confira nesta edição do Boletim Notícias do Seguro detalhes do Fórum de Seguros Brasil-Reino Unido
- O encontro tem o objetivo de promover a troca de experiência, além de buscar soluções para ampliar a proteção da sociedade frente aos desafios atuais, como as mudanças climáticas, as novas tecnologias e os crescentes riscos cibernéticos
- Acompanhe também detalhes de um encontro ocorrido em Brasília que mostrou que o impacto das fraudes para o consumidor. Um spoiler: os planos de saúde poderiam ser até 12% mais baratos
- Descubra também as projeções de crescimento do mercado segurador para este ano.
Seu cachorro é brabo? Proteja-se com Seguro de Responsabilidade Civil
- O número de incidentes com ataques de cachorros no Brasil alcançou recordes no ano passado. Em 2023, 53 pessoas morreram devido a ataques, o maior índice desde 1996, e 27% superior a 2022, segundo o Ministério da Saúde
- O Seguro de Responsabilidade Civil para pets é uma medida recomendada para donos de cães, especialmente de raças grandes e com alto potencial ofensivo, para cobrir possíveis despesas com indenizações
Ataques de cães: consequências legais para o dono do animal
No Brasil, o tutor de um cão pode enfrentar acusações criminais se o animal atacar alguém. Em casos de cachorros de pequeno porte, a contravenção é considerada penal. Já para cães de grande porte, a acusação pode envolver lesão corporal. Além disso, o dono pode ser processado pela vítima, com base no artigo 936 do Código Civil Brasileiro, correndo o risco de enfrentar indenizações significativas.
O Seguro de Responsabilidade Civil é recomendado para cobrir danos materiais, corporais, morais e estéticos
Profissionais de serviços: principais vítimas de ataques de cães
Profissionais de leitura de consumo, como medidores de água, gás e energia, estão entre as vítimas mais comuns de ataques de cães.
No Paraná, estado com a maior concentração de cães por residência, estima-se que ocorram cerca de 7,5 mil incidentes anuais de mordidas de cães. Esse é o tipo de acidente mais comum enfrentado por trabalhadores da Copel, a companhia de energia elétrica do estado
Seguro de Responsabilidade Civil para pets nos EUA
Nos Estados Unidos, os ataques de cães também são frequentes, com cerca de 4,5 milhões de pessoas mordidas por ano, conforme o Insurance Information Institute. Lá, os donos de animais têm a opção de contratar Seguro de Responsabilidade Civil para pets. No entanto, se o cão pertencer a uma raça classificada como perigosa, as seguradoras podem recusar a cobertura.
Fonte: CNseg, em 30.10.2024