Previdência Aberta e Capitalização poderão estimular crédito ao consumidor
O Conselho Monetário Nacional (CMN) e o Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) aprovaram uma Resolução Conjunta que regulamenta a Lei 14.652/23 para o uso de recursos de Previdência Aberta, Seguro de Vida com cláusula de sobrevivência e Títulos de Capitalização na modalidade tradicional como garantia de operações de crédito.
A Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg) vê com otimismo a implementação da norma e prevê em seus cálculos que cerca de R$ 70 bilhões, 5% do total de reservas, teriam potencial de acesso como garantia para os clientes pessoas físicas do país. O presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, acredita que os juros cobrados nessa operação podem até ser mais baratos que os do crédito consignado já que os clientes têm reserva financeira como garantia para as operações, sendo uma revolução para o mercado de crédito.
CNseg debate a importância do Seguro Rural durante Encontro de Economistas
Durante o 14º Encontro de Economistas do Centro-Oeste (ENEOESTE), o diretor de relações institucionais da CNseg, Esteves Colnago, debateu o tema “Protegendo o campo: Seguro Rural e Resiliência em tempos de crise”. Segundo ele, a subvenção do Seguro Rural, apesar de importante, atualmente não tem atendido à demanda do agronegócio, que é um dos setores mais vitais para a economia brasileira. Ele demonstrou preocupação com a forma que o mecanismo vem sendo utilizado no país.
No Senado, CNseg participa de reunião para implementação da reforma tributária
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado realizou audiência pública sobre a regulamentação da Reforma Tributária. O diretor técnico e de estudos da CNseg, Alexandre Leal, participou dos debates em Brasília. De acordo com ele, as informações colhidas na reunião junto a parlamentares devem auxiliar na produção de um texto, também no Senado, que fortaleça o setor de seguros e demais atividades produtivas do país.
Setor segurador e governo federal formalizam parceria para projetos de infraestrutura
A CNseg e a Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil da Presidência (SEPPI) assinaram um protocolo de intenções para aprimorar o arranjo de estruturas de seguros para viabilizar projetos de parcerias com o setor privado. Formalizam o acordo o presidente da CNseg, Dyogo Oliviera, e o secretário da SEPPI, Marcus Cavalcanti.
O objetivo da cooperação interinstitucional é produzir um diagnóstico dos produtos de seguros para Parcerias Públicos Privadas (PPPs) já existentes no Brasil e aplicar melhores práticas já implementadas internacionalmente. O protocolo ainda prevê propostas de promoção de novos produtos de seguros, mais aderentes as particularidades de concessões e PPPs, além de estratégias de capacitação para melhor uso do setor em licitações e políticas governamentais.
Posse do novo corregedor nacional de Justiça contou coma presença de representantes da CNseg
A diretora Jurídica, Glauce Carvalhal, e demais representantes da CNseg estiveram presentes na cerimônia de posse do novo corregedor nacional de Justiça, o ministro Mauro Campbell. No encontro estiveram prestigiando a investidura do ministro no cargo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva; do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do CNJ, ministro Luís Roberto Barroso; do presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin; e dos presidentes da Câmara, Arthur Lira, e do Senado, Rodrigo Pacheco.
Obras financiadas pelo BNDES colocam novos negócios no radar das seguradoras
- Os investimentos do BNDES e o roteiro de obras do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) oferecem ao mercado segurador oportunidades significativas para novos negócios
- Os investimentos previstos até 2026 somam R$ 1,3 trilhão, com um adicional de R$ 400 milhões no pós-obras, totalizando R$ 1,7 trilhão
- O BNDES já aprovou quase R$ 49,3 bilhões em desembolsos para empresas no primeiro semestre de 2024, representando um aumento de 21% em relação ao mesmo período de 2023
Os dados do BNDES indicam setores estratégicos e regiões beneficiadas, com o financiamento acumulado em 12 meses chegando a R$ 123 bilhões. O mercado segurador já está se beneficiando desses investimentos, especialmente nos seguros para grandes riscos industriais, comerciais e de infraestrutura, que alcançaram R$ 4,5 bilhões em arrecadação de prêmios no primeiro semestre de 2024, um crescimento de 7,7% em relação ao mesmo período do ano passado
Financiamentos e setores beneficiados pelo BNDES
O setor de infraestrutura foi o que mais recebeu financiamento do BNDES, totalizando R$ 18,6 bilhões em seis meses e R$ 49,4 bilhões em 12 meses.
Outros setores que receberam investimentos significativos incluem Comércio/Serviços (R$ 9,6 bilhões em seis meses e R$ 19,6 bilhões em 12 meses), Agropecuária (R$ 9,8 bilhões e R$ 30,3 bilhões) e Indústria (R$ 11,2 bilhões e R$ 23,9 bilhões).
Em termos regionais, o Sudeste lidera os financiamentos, com R$ 19,6 bilhões no primeiro semestre e R$ 50,7 bilhões em 12 meses. O Sul vem em seguida, com R$ 14,5 bilhões e R$ 38,8 bilhões, seguido pelo Nordeste (R$ 6,8 bilhões e R$ 13,6 bilhões), Centro-Oeste (R$ 5,3 bilhões e R$ 13,9 bilhões) e Norte (R$ 2,9 bilhões e R$ 5,8 bilhões).
Diversidade de projetos financiados pelo BNDES
Os projetos financiados pelo BNDES abrangem diversos setores, incluindo indústria extrativa, alimentos e bebidas, transporte, química e petroquímica. Na área de infraestrutura, o banco apoia projetos de energia elétrica, construção, transporte rodoviário e ferroviário, além de telecomunicações.
Ao todo, foram alcançadas 104.195 empresas no primeiro semestre de 2024, um aumento de 58% em comparação com 2023, e 261.167 grupos nos 12 meses encerrados em junho, 26% acima do período anterior.
Financiamentos dos BNDES: oportunidades para o mercado segurador
Com o BNDES aprovando R$ 66,5 bilhões em financiamentos no primeiro semestre, 83% a mais do que no mesmo período do ano passado, mais recursos estão sendo direcionados para projetos de agropecuária, infraestrutura, indústria e comércio/serviços. A expansão do Novo PAC abre espaço para coberturas de diversos ramos e modalidades de seguros, incluindo projetos em fase de licitação ou execução que merecem acompanhamento pelo mercado segurador.
Na área de infraestrutura, o país está se tornando um canteiro de obras pesadas, incluindo a construção de 868 km de novas ferrovias, como a Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol) e a Transnordestina, além de grandes projetos como o túnel Santos-Guarujá (SP). Investimentos também foram retomados nos portos públicos e em aeroportos regionais, com negociações para a transferência de operações para a iniciativa privada.
Modalidades de seguros beneficiadas pelo Novo PAC
A Superintendência de Seguros Privados (Susep) destaca que pelo menos cinco ramos de seguros devem ser beneficiados pelas obras do PAC em parceria com a iniciativa privada. O Grupo de Trabalho (GT) “Seguros, Novo PAC e Neoindustrialização” da Susep listou os seguintes seguros: Seguro Garantia, Responsabilidade Civil Geral, Riscos de Engenharia, Riscos Operacionais/Nomeados e Transporte. O GT foi criado para discutir e propor recomendações que apoiem o Novo PAC e a nova política de industrialização, sendo um eixo central das oportunidades de crescimento econômico no Brasil.
Fonte: CNseg, em 30.09.2024