A semana no ‘Notícias do Seguro’: do IOF aos seguros de pessoas
IOF impacta Previdência e reduz arrecadação do governo
A incidência de IOF sobre a Previdência Privada já provocou a retirada de cerca de R$ 50 bilhões do segmento, com efeitos negativos tanto para investidores quanto para as contas públicas. Segundo o presidente da CNseg, Dyogo Oliveira, a medida penaliza o investimento de longo prazo – essencial para o planejamento financeiro das famílias e para o financiamento da dívida pública.
“A gente estimou: se esse dinheiro tivesse ficado dentro da previdência, considerando uma taxa de juros de 10% ao ano e a tributação atual e a dinâmica atual do funcionamento da previdência, o governo perde 7,5 bilhões de reais em arrecadação sobre esses 50 bilhões. Então assim, a medida do IOF ela não é só ruim para os participantes da previdência, ela é ruim para o próprio governo.”
Além da perda financeira, o impacto também atinge a confiança no sistema. Para o presidente da FenaPrevi, Edson Franco:
“Teve um impacto enorme, e não é só pela incoerência ou pela questão financeira, mas é pela insegurança regulatória e jurídica que isso traz. Veja, nós estamos aqui discutindo formas de incentivar a poupança de longo prazo e, de repente, nós somos surpreendidos com uma medida que impõe um tipo de taxação que não existe em nenhum outro produto de acumulação financeira ou de investimento no Brasil, que é uma taxação sobre o depósito que você está fazendo para uma poupança, não só uma poupança, uma poupança de longo prazo.”
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Conexão Brasília: setor reforça articulação institucional
Após o lançamento da Agenda Institucional 2026, o setor segurador intensificou o diálogo com o poder público. Entre os principais movimentos:
- reunião com o ministro da Agricultura, André de Paula, sobre Seguro Rural
- encontro com o vice-presidente Geraldo Alckmin para discutir propostas de fortalecimento do setor
A estratégia busca avançar na implementação de medidas estruturantes para o desenvolvimento do mercado segurador no país.
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Você sabia? Apenas 30% dos carros no Brasil têm seguro
Dados da FenSeg mostram que somente 30% da frota brasileira está segurada. O Seguro Auto oferece proteção em diferentes níveis, incluindo:
- indenização por perda total ou parcial
- acidentes pessoais de passageiros
- assistência 24h
- carro reserva
- lucros cessantes
Um dado que reforça o espaço para crescimento da proteção securitária no país.
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Seguros de pessoas crescem e somam R$ 13 bilhões
Os seguros de pessoas arrecadaram mais de R$ 13 bilhões em prêmios no primeiro bimestre do ano, alta de 6,8% em relação ao mesmo período anterior. Segundo a FenaPrevi:
- 47% da arrecadação veio do Seguro de Vida (individual e coletivo)
- O resultado reforça a relevância da proteção financeira em momentos inesperados.
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Tá na rede! Shakira movimenta o Rio – e levanta alerta para saúde e proteção
O megashow de Shakira em Copacabana colocou o Rio de Janeiro no centro das atenções — e das redes sociais. Com expectativa de:
- mais de 2 milhões de pessoas
- impacto econômico de até R$ 800 milhões
- o evento entra para a lista dos maiores já realizados no país.
Além do espetáculo, cresce também a atenção com saúde e segurança. Eventos anteriores ajudam a dimensionar o cenário:
- Lady Gaga: 795 atendimentos médicos
- Madonna: 530 atendimentos
Nesse contexto, planejamento faz diferença. Entre os cuidados recomendados:
- manter documentação e plano de saúde em dia
- considerar o Seguro Viagem para emergências
Garantindo mais tranquilidade para aproveitar a experiência.
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Encontro de Resseguro do Rio chega à 9ª edição e reforça papel estratégico do Brasil no mercado global
- O Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro 2026 se consolida como um dos principais eventos de resseguro no Brasil e na América Latina, ao reunir a liderança do mercado para debater tendências globais que impactam diretamente a transferência de riscos, a regulação e a competitividade do setor segurador brasileiro.
- Promovido pela CNseg e pela Fenaber, o 9º Encontro de Resseguro acontece em 19 e 20 de maio de 2026, no Windsor Barra / Windsor Convention & Expo Center, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, e ganha relevância em um cenário marcado por mudanças climáticas, volatilidade econômica e novo marco legal de seguros.
O que é o Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro
O Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro é um fórum anual que conecta resseguradores, seguradoras, corretores, reguladores, investidores, consultores e representantes do governo em torno do tema central da transferência de riscos seguráveis. Mais do que um evento setorial, ele funciona como um espaço de alinhamento estratégico entre o mercado brasileiro de seguros e resseguros e as tendências internacionais, com impacto direto em preços, capacidade, produtos e na proteção de famílias, empresas e grandes projetos de infraestrutura.
Para o público de negócios, o encontro responde a perguntas críticas como:
- quais riscos estão no radar dos resseguradores globais;
- como o Brasil pode se posicionar como hub regional de resseguro;
- e de que forma a regulação, a economia e o clima influenciam o custo e a disponibilidade de proteção.
Principais tendências e debates do 9º Encontro de Resseguro 2026
A programação do 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro gira em torno de grandes eixos que podem moldar o mercado brasileiro nos próximos anos.
Mudanças climáticas e eventos extremos
Um dos focos centrais é o impacto das mudanças climáticas e dos eventos extremos – como enchentes, secas, tempestades severas e desastres ambientais – sobre seguros e resseguros. Esses riscos:
pressionam modelos catastróficos e reservas;
- exigem revisão de limites, franquias e exclusões;
- e aproximam o debate de temas como ESG, seguros climáticos e adaptação.
- A discussão conecta a agenda local a fóruns globais, como COP e Princípios para o Seguro Sustentável (PSI), reforçando o papel do resseguro na transição para uma economia mais resiliente.
Cenário econômico, geopolítico e capacidade de resseguro
Outro eixo é o ambiente econômico e geopolítico, que afeta custo de capital, apetite de risco e capacidade disponível para mercados emergentes.
O encontro deve explorar, por exemplo:
- como juros elevados, inflação e câmbio impactam renovações de resseguro;
- de que forma conflitos geopolíticos e choques de commodities influenciam a percepção de risco;
- e quais estratégias o Brasil pode adotar para seguir atrativo na disputa global por capacidade.
Regulação, novo marco legal e segurança jurídica
A agenda regulatória é outro pilar. A combinação da nova Lei do Contrato de Seguro com as normas da Susep e do CNSP traz impactos relevantes para seguros de danos, responsabilidade civil e estruturação de contratos de resseguro.
No contexto do Encontro, ganham peso temas como:
- estabilidade regulatória e previsibilidade de regras;
- alinhamento com padrões internacionais de solvência;
- impacto das mudanças regulatórias na precificação, na inovação e na competitividade do mercado brasileiro.
Transformação tecnológica, dados e inovação em resseguro
A transformação digital e o uso intensivo de dados aparecem como eixo transversal do 9º Encontro.
Entre os tópicos esperados estão:
- uso de analytics, IA e dados climáticos para modelagem de riscos complexos;
- evolução dos modelos de subscrição e da gestão de sinistros;
- integração tecnológica entre seguradoras e resseguradores para ganhar eficiência e ampliar a capacidade de oferta.
Esses debates dialogam diretamente com insurtechs, modernização de sistemas core e novos modelos de negócio em seguros e resseguros.
Brasil como hub regional de resseguro na América Latina
Um dos objetivos estratégicos do Encontro de Resseguro é fortalecer o posicionamento do Brasil como plataforma regional de transferência de riscos.
Nesse sentido, o evento discute:
- oportunidades em infraestrutura, agronegócio, energia, saneamento, saúde e proteção de pessoas;
- como projetos estruturantes podem se beneficiar de soluções de resseguro para viabilizar investimentos;
- e de que forma o diálogo com governo e reguladores pode ampliar a participação do seguro e do resseguro no desenvolvimento econômico.
Palestrantes e programação: o que já se sabe
As informações públicas indicam que o 9º Encontro de Resseguro reunirá:
- executivos de seguradoras e resseguradoras locais e internacionais;
- dirigentes de entidades do setor, como CNseg e Fenaber;
- representantes de órgãos reguladores e do governo;
- acadêmicos e especialistas em clima, solvência, riscos emergentes e regulação.
A lista nominal de palestrantes e a programação completa – com temas de cada painel, horários e nomes - está disponível no site oficial do evento, em ressegurorio.org.br. Essa é a fonte de referência para quem busca detalhes operacionais para planejamento de participação, networking ou cobertura de imprensa.
Como se inscrever no 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro
. Para quem deseja participar do Encontro de Resseguro 2026, o processo é simples e 100% online:
. Datas: 19 e 20 de maio de 2026
. Local: Windsor Barra / Windsor Convention & Expo Center, Barra da Tijuca, Rio de Janeiro
. Inscrições: exclusivamente pelo site oficial ressegurorio.org.br
. De acordo com as últimas atualizações de CNseg, Fenaber e imprensa especializada, o evento já está nos últimos lotes, com mais de 80–90% dos ingressos vendidos e o lote final em andamento.
. Para tomadores de decisão, participar do Encontro é uma oportunidade de entender a direção do mercado de resseguro, antecipar impactos sobre carteira, precificação e produtos e fortalecer o posicionamento da marca em um ambiente altamente qualificado.
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. Abertas as inscrições para o 9º Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro (CNseg)
. Encontro de Resseguro do Rio de Janeiro | Site oficial
Seguro para satélites: quando a proteção também vai para o espaço
- Em 1997, a Revista de Seguros chamou atenção para um tema que parecia distante da realidade da maioria dos brasileiros: o seguro para satélites.
- Na época, o lançamento do foguete Arianespace, responsável por levar o satélite Brasilsat B3 ao espaço, também carregava uma apólice de R$ 124,3 milhões, considerado um seguro atípico e um dos maiores já registrados no país.
- O valor impressionava porque não se tratava apenas de proteger um equipamento comum, mas sim uma tecnologia estratégica para telecomunicações, responsável por ampliar transmissões de televisão, ligações telefônicas e comunicação de dados em todo o Brasil. O seguro acompanhava toda a operação, desde a saída do satélite da fábrica, nos Estados Unidos, até sua vida útil em órbita.
O que o Seguro para satélite cobria em 1997?
A cobertura era considerada total e abrangia praticamente todos os riscos envolvidos no processo: transporte, testes, abastecimento do tanque de combustível, montagem, lançamento e até possíveis falhas quando o satélite já estivesse em órbita.
O momento mais delicado era justamente o lançamento, quando qualquer falha poderia representar a perda total de um investimento milionário. Além disso, a apólice também protegia contra danos durante o período de funcionamento no espaço, cuja vida útil média girava em torno de 12 anos.
Na época, esse seguro foi tratado como um marco, mostrando que o mercado segurador já acompanhava avanços tecnológicos que iam além da terra firme.
Como funciona o seguro para satélites hoje
Atualmente, o seguro de satélites continua com a mesma proposta: cobrir os custos relacionados aos danos que podem ocorrer no momento do lançamento ou durante o tempo em que o equipamento estiver em órbita.
As apólices modernas não cobrem apenas a perda física do satélite durante o lançamento, mas também falhas na capacidade de transmissão de sinais, perda de operação e prejuízos causados por defeitos que comprometam sua função durante sua vida útil.
A principal diferença é que hoje a maior parte desse seguro é ressegurada internacionalmente, devido aos altos valores envolvidos e à complexidade dos riscos. Isso mostra como o setor evoluiu e se tornou ainda mais globalizado.
Seguro para satélites: do Brasilsat aos satélites atuais
Se em 1997 o Brasilsat B3 representava um avanço tecnológico e exigia uma proteção milionária, hoje os satélites são ainda mais essenciais para internet, GPS, monitoramento climático, transações bancárias e até aplicativos de mobilidade.
O comparativo mostra que o seguro deixou de ser apenas uma curiosidade e passou a ser uma necessidade estratégica. Afinal, quanto maior a dependência tecnológica, maior também a importância de proteger esses investimentos.
Mais do que um seguro milionário, aquela apólice de 1997 já mostrava que, quando o assunto é inovação, o mercado segurador também precisa estar pronto para ir além da atmosfera.
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. Seguro Satélite: como o Brasil se mantém conectado (Notícias do Seguro / CNseg)
. A jornada dos seguros na COP30 em favor da sustentabilidade (Revista de Seguros – CNseg)
Fonte: CNseg, em 30.04.2026