A Superintendente de Relações de Consumo e Sustentabilidade da CNseg, Luciana Dall’Agnol, está esta semana em Bogotá, Colômbia, durante a Mesa Redonda Regional para a América Latina e o Caribe, que acontece em 30 e 31/1, organizada pela Iniciativa Financeira do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP FI).
Temas em discussão durante a Mesa Redonda Regional para a América Latina e o Caribe
O evento tem como objetivo principal definir o papel dos seguros, juntamente com outros setores da economia, na promoção ativa de uma economia mais verde, inclusiva e sustentável.
Os tópicos em discussão incluem questões relevantes, como:
- Riscos climáticos e naturais
- Financiamento para a transição em direção a emissões zero
- Economia azul
- Temas relacionados à economia circular
- Gestão de plásticos
Economia azul refere-se ao uso sustentável de recursos marinhos e oceânicos para impulsionar o crescimento econômico, melhorar a qualidade de vida e criar oportunidades de emprego, enquanto protege e mantém a integridade dos ecossistemas marinhos. Esse conceito vem ganhando cada vez mais destaque à medida que a necessidade de sustentabilidade ambiental e a preservação dos oceanos se tornam questões urgentes
Lançamento da Declaração de Bogotá para Sustentabilidade em Seguros
Durante o evento, está previsto o lançamento da Declaração de Bogotá para Sustentabilidade em Seguros. Este compromisso é assumido pelos líderes do setor de seguros da região, com o propósito de apoiar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU nesta Década de Ação.
Objetivos da Declaração de Bogotá para Sustentabilidade em Seguros
A Declaração busca aproveitar o poder coletivo do setor de seguros, incluindo sua capacidade como gestores e tomadores de riscos e investidores, além da colaboração com outros atores como governos, reguladores e partes interessadas na região. O objetivo é enfrentar os desafios econômicos, sociais e ambientais na região, representando um avanço significativo em direção a uma indústria de seguros mais sustentável e resiliente.
Ações da CNseg e do setor brasileiro de seguros
Luciana Dall’Agnol abordará as ações da CNseg e do setor brasileiro de seguros relacionadas às questões Ambientais, Sociais e de Governança (ASG). Ela também apresentará insights sobre o relatório/ferramenta “Construindo Seguros para a Transição Climática”, que possibilita a avaliação da exposição e do impacto dos riscos físicos climáticos, adaptados ao mercado segurador brasileiro e será oficialmente lançado em 28 de fevereiro.
Participação da CNseg no evento
Além da Superintendente da CNseg, o analista da Confederação, Pedro Werneck, também está presente ao evento.
Leia também o artigo “Construindo seguros para a transição climática”, de autoria de Pedro Werneck
Mercado cobra lei de compartilhamento de dados automotivos na União Europeia
Os principais atores da cadeia automotiva na Europa, representando 80% da economia automotiva do continente, intensificaram a pressão sobre a Comissão Europeia para que a legislação de compartilhamento de dados de veículos, elaborada há oito anos, seja finalmente aprovada. Um grupo que inclui prestadores de serviços, consumidores, a Insurance Europe e outros membros da indústria automotiva formalizou o pedido à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Esta iniciativa tem como objetivo aprimorar a eficiência, segurança e inovação na indústria automotiva europeia, proporcionando maior transparência e compartilhamento de dados relacionados a veículos, em benefício tanto das empresas quanto dos consumidores.
Impacto das barreiras regulatórias no mercado automotivo da União Europeia
Dados da própria Comissão Europeia estimam um mercado da ordem de 400 bilhões de euros no plano global até 2030, gerados via ecossistema de automóveis/mobilidade. A própria Comissão da EU reconhece a existência de uma barreira sistêmica de acesso aos dados e promete pacificar o assunto.
Os dados gerados por novas tecnologias disponíveis nos veículos são uma fonte de informações preciosas para uma subscrição adequada de riscos de seguros e para retroalimentar a criação de softwares e hardwares que contribuam para tornar a condução de veículos mais segura. O compartilhamento dos dados, portanto, é visto como a nova era de ouro para expandir serviços na cadeia automotiva e, enfim, aperfeiçoar a mobilidade urbana.
Riscos da demora na legislação para a competitividade automotiva europeia
Os seguidos adiamentos na aprovação de normas mais flexíveis limitam a inovação e a concorrência nos serviços, restringindo a escolha dos consumidores e das empresas, além de elevar preços e desgastar a posição competitiva da Europa a nível mundial, dizem os interlocutores da cadeia automotiva.
A acessibilidade aos dados é fundamental para o bolso dos europeus, tendo em vista que 22% da segunda maior despesa familiar são gastos com a reparação e manutenção de veículos. Os carros conectados na Europa, que deverão atingir 115 milhões até 2030, representam uma oportunidade de poupança de custos e uma série de benefícios sociais, incluindo uma mobilidade mais inteligente, mais segura, mais segura e mais limpa.
Análise de perdas econômicas na cadeia de valor automotiva sem regulação
Nesse sentido, a ausência de uma regulamentação de acesso aos dados gerados pelo proprietário/utilizador do veículo, dizem estudos, pode gerar perdas anuais potenciais para o mercado independente e para os consumidores de 26 bilhões de euros até 2030 e de 95 bilhões de euros até 2050.
Em consequência, o grupo lembra a Comissão Europeia precisa votar emergencialmente uma legislação específica de acesso a dados, funções e recursos a bordo dos veículos, tendo em vista a vigência, em julho, de novas leis de cibersegurança, que, ameaça fechar progressivamente o único meio ide acesso remoto independente aos dados do veículo (por meio da porta de diagnóstico a bordo).
Benefícios da nova lei de dados automotivos para a economia e emprego na União Europeia
Para esses players, a UE deve implementar urgentemente a igualdade de acesso aos dados gerados pelos veículos para todos os operadores do mercado, a fim de intensificar a concorrência e o investimento na transformação digital e nas empresas baseadas em dados. “Cada dia de atraso sufoca a inovação europeia, a criação de emprego e a mobilidade mais segura, mais inteligente, mais sustentável e acessível que os cidadãos e as empresas da Europa merecem”, diz o comunicado.
“A Comissão Europeia deve parar de arrastar os pés e apresentar urgentemente regulamentação da UE. Isto permitirá às seguradoras fornecerem melhores produtos e serviços para apoiar a transição climática e melhorar a segurança rodoviária. Também os ajudará a compreender e gerir os riscos relacionados com novas e futuras formas de mobilidade, como a condução autônoma. A abertura do acesso aos dados impedirá que algumas grandes empresas controlem os dados e, em vez disso, criará um mercado competitivo que proporciona resultados aos europeus”, assinalou Yann Arnaud, diretor de Respostas às Necessidades e Inovação do Cliente da MACIF, a seguradora francesa, falando em nome do setor segurador europeu
“Os membros da FIA procuram continuamente desenvolver serviços ao consumidor em mobilidade e muito mais. Mas os nossos esforços são dificultados pelos dados de baixa qualidade, escassos e dispendiosos disponibilizados pelos fabricantes de veículos. O acesso justo aos dados dos veículos é essencial para desbloquear todo o potencial dos serviços inovadores, benéfico para os consumidores e todos os intervenientes no mercado pós-venda. São necessárias condições de concorrência equitativas para favorecer a inovação para todos os intervenientes e não apenas para alguns.” Karsten Schulze, presidente de serviços técnicos da ADAC
Garantir o acesso total e em tempo real aos dados é essencial para que as empresas de frotas possam oferecer mobilidade inteligente, sustentável e acessível aos seus clientes. Não há mais tempo a perder, uma vez que a indústria automóvel está a avançar a um ritmo muito elevado e a indústria independente os prestadores de serviços correm o risco de sofrer danos irreversíveis.
"2023: Um ano histórico para a Capitalização e um divisor de águas para novos negócios", por Denis Morais
Em artigo, o presidente da FenaCap destaca o desenvolvimento e a importância do setor, abordando sua história, eficácia e abrangência social
- No artigo "2023: Um ano histórico para a Capitalização e um divisor de águas para novos negócios", Denis Morais registra julho de 2023 como o mês mais quente da história, com eventos extremos como a onda de calor no México e derretimento de gelo na Antártida
- Morais também relaciona esses eventos climáticos com o fenômeno El Niño, intensificado pela atividade humana
- O presidente da FenaCap explica os desafios enfrentados pelo setor de seguros devido à inadequação dos métodos tradicionais frente à crescente frequência e intensidade de eventos climáticos
- Denis Morais comenta sobre o desenvolvimento de novas ferramentas de análise preditiva de riscos climáticos, incluindo um estudo da UNEP FI e o projeto brasileiro “Construindo Seguros para Transição Climática”
Fonte: CNseg, em 30.01.2024