No próximo Carnaval, apenas na cidade do Rio de Janeiro, a Prefeitura já registrou a presença de 453 blocos programados para desfilar. Esses blocos variam desde grandes multidões até pequenos grupos de amigos. No entanto, todos estão sujeitos a imprevistos que podem ocorrer, desde contratempos meteorológicos até danos ou roubos de equipamentos de som, e até acidentes envolvendo os participantes. Portanto, é altamente recomendável que todos esses blocos considerem a contratação de um Seguro para Eventos.
Proteção abrangente com o Seguro para Eventos
Um Seguro para Eventos oferece uma proteção abrangente, cobrindo o contratante contra adiamentos, cancelamentos e danos materiais e corporais que possam ocorrer com colaboradores e participantes. Além disso, pode incluir um adicional conhecido como “itself”, que protege também os próprios organizadores contra possíveis danos.
“Itself” é quando uma apólice de seguro é comprada para um evento, como um concerto, uma feira ou uma conferência, ou seja, a cobertura é para o "evento em si" - neste caso, "itself" é o próprio evento.
Acessibilidade e importância
Embora a contratação de um Seguro para Eventos não seja obrigatória, é altamente acessível, especialmente considerando os riscos que podem estar envolvidos. Esses riscos podem resultar em prejuízos significativos. Ao contratar o seguro, é crucial avaliar as coberturas oferecidas e determinar quais delas são realmente necessárias. Nesse processo, é aconselhável contar com a orientação de um corretor de seguros de confiança.
Garanta um Carnaval alegre - e seguro
Portanto, quando o seu bloco estiver pronto para desfilar, não deixe de considerar a contratação de um Seguro para Eventos. Afinal, não há nada melhor do que celebrar o Carnaval com alegria, mas também com a segurança de que, em caso de imprevistos, você está coberto.
“Construindo seguros para a transição climática”, por Pedro Werneck

Em artigo, o coordenador da Comissão de Integração ASG da CNseg discute os impactos das mudanças climáticas no setor de seguros, destacando a onda de calor no México e o derretimento de gelo na Antártida em 2023
- No artigo “Construindo seguros para a transição climática”, Pedro Werneck ressalta que julho de 2023 foi o mês mais quente já registrado, com eventos extremos como a onda de calor no México e o derretimento de gelo na Antártida
- Werneck comenta o fenômeno El Niño, intensificado pela atividade humana, contribui para esses eventos climáticos extremos
- O coordenador da Comissão de Integração ASG da CNseg também explica que o setor de seguros enfrenta desafios devido à inadequação dos métodos tradicionais baseados em dados históricos frente à crescente frequência e intensidade de eventos climáticos
- Pedro Werneck ainda fala sobre o desenvolvimento de novas ferramentas de análise preditiva de riscos climáticos, como parte de um estudo da UNEP FI e o projeto brasileiro “Construindo Seguros para Transição Climática”
Leia na íntegra o artigo “Construindo seguros para a transição climática”
Confira também a entrevista com Werneck, coautor do livro "ASG & Seguros – Reflexões”, publicado pela Escola de Negócios e Seguros
Qualidade das rodovias faz indenizações do seguro dispararem no Norte
Seguro Transportador teve alta de 64% na região Norte, com R$ 17 milhões pagos entre janeiro e novembro de 2023
No período entre janeiro e novembro de 2023, o setor de seguros viu um aumento alarmante de 64% nas indenizações pagas na região Norte do Brasil, totalizando R$ 17 milhões. Este aumento significativo está diretamente relacionado às precárias condições das rodovias, que estão entre as piores do país.
Qualidade dessas estradas: um desafio para as seguradoras
Com a quarta maior malha rodoviária do mundo, o Brasil possui um total de 1.720.700 quilômetros de estradas, dos quais 13.858 quilômetros estão na região Norte, sob a administração do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A qualidade dessas estradas é de extrema importância para o desenvolvimento econômico e a segurança dos usuários, afetando diretamente os custos operacionais.
A região Norte e a péssima qualidade de estradas
De acordo com uma pesquisa recente da Confederação Nacional de Transportes (CNT), a região Norte abriga as estradas com a pior conservação no país. Como resultado, foi a região que registrou o maior volume de indenizações pagas no setor de Transportador Rodoviário de Cargas em 2023. Segundo um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), foram pagos mais de R$ 17,9 milhões em indenizações nesse período, um aumento de 64% em relação ao ano anterior. Esse alto valor está intimamente relacionado à péssima qualidade da infraestrutura viária na região.
Desafios climáticos nas estradas do Norte
A pesquisa da CNT, publicada recentemente, destaca que o Norte do Brasil possui o maior índice de rodovias com pontos críticos a cada 100 quilômetros. A densidade de ocorrências identificadas na região é de 6,9, três vezes maior que a média nacional, que é de 2,3.
Os estados afetados pela qualidade das estradas
Entre os estados mais afetados, destacam-se o Acre, Roraima e Amazonas, com índices alarmantes de 27,8, 11,8 e 11,6, respectivamente. Em termos absolutos, os estados que lideram as indenizações são o Pará, Tocantins, Rondônia e Amazonas, com valores de R$ 8,8 milhões, R$ 3,5 milhões, R$ 2,9 milhões e R$ 2 milhões, respectivamente. Acre, Amapá e Roraima completam a lista.
O papel fundamental do Seguro de Transporte
O vice-presidente da comissão de Transporte da FenSeg, Marcos Siqueira, enfatiza a importância do seguro de transporte diante desse cenário crítico das estradas na região Norte. Ele observa que, sem a proteção do seguro, a situação econômica da região seria ainda mais impactada.
“A situação crítica das estradas do Norte do país teria um impacto de proporções muito maiores na economia da região se os transportadores locais não contassem com as coberturas do seguro de transporte”
Além disso, destaca que esse é um dos poucos seguros obrigatórios no país, regulado pela Agência Nacional de Transportes (ANT).
“Esse dado apenas confirma o caráter social do seguro, no sentido da sua capacidade de garantir a sustentabilidade dos negócios, evitando a falência desses empreendedores que viabilizam o fornecimento de alimentos e diversos produtos para todos os pontos do país”
Comparação de rodovias
. Nacionalmente, as rodovias federais públicas foram classificadas como as piores para os motoristas, com uma densidade de 2,63 pontos críticos a cada 100 quilômetros
. As rodovias sob gestão pública tiveram um desempenho ainda pior, com 3,03 pontos críticos por 100 quilômetros
. Por outro lado, a malha viária sob gestão privada, de acordo com a CNT, apresentou apenas 58 pontos críticos em mais de 26.093 quilômetros pesquisados, sendo considerada a mais segura para os motoristas.
. Essa constatação é respaldada pelo relatório da ABCR (Melhores Rodovias do Brasil), que aponta que o risco de acidentes nas rodovias federais públicas é 3,2 vezes maior do que nas concedidas – 2,4 contra 0,7 (mil por milhão de veículos x km), respectivamente
Fonte: CNseg, em 29.01.2024