De vida curta, mas com uma jornada histórica, a publicação serve como legado para as novas gerações – e já pode ser acessada online

O Centro de Documentação e Memória do Mercado Segurador (CEDOM) concluiu um projeto significativo: a digitalização do Jornal de Seguros, marcando o centenário da primeira publicação em janeiro de 1923. O fato não apenas celebra um século de história do seguro no Brasil, mas também preserva um legado inestimável para as futuras gerações.
O legado do Jornal de Seguros
O Jornal de Seguros não é apenas um documento: é uma cápsula do tempo que oferece insights valiosos sobre a indústria de seguros nos anos 1920. Com edições disponíveis no CEDOM referentes a 1923 e 1924, o jornal oferece uma janela única para as práticas, tendências e desafios do mercado segurador da época.
O Jornal de Seguros no contexto brasileiro
Embora tenha tido uma vida curta, o Jornal de Seguros desempenhou um papel fundamental em moldar e informar o setor de seguros brasileiro. Com uma abordagem abrangente, o jornal não só cobria anúncios e relatórios das companhias de seguros, mas também trazia novidades internacionais, refletindo a dinâmica global do setor.
Preservação e acesso: a digitalização pelo CEDOM
O processo de digitalização empreendido pelo CEDOM garante que este tesouro histórico seja preservado e acessível a todos. Este esforço não só protege o material contra o desgaste físico, mas também democratiza o acesso à informação, permitindo que estudiosos, profissionais do setor e o público em geral explorem a rica história do seguro no Brasil.
Explorando o acervo digitalizado
Para visitar o acervo digitalizado do Jornal de Seguros, basta visitar o site do CEDOM
A iniciativa é um testemunho do compromisso contínuo do centro em preservar e promover a história do mercado segurador brasileiro, oferecendo recursos valiosos para a educação, pesquisa e preservação da memória do setor.
Incidente em Joinville
Um acidente envolvendo um caminhão carregado com ácido sulfônico em Santa Catarina, em janeiro, destaca a crítica necessidade de Seguros Ambientais
A transportadora a que pertence o caminhão, já penalizada com uma multa de R$ 3 milhões pelo Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA), não possuía Seguro Ambiental, um fato que reforça a importância deste tipo de proteção.
A resposta do Seguro Ambiental a desastres
Fabio Barreto, presidente da comissão de Responsabilidade Civil da FenSeg, enfatiza que o Seguro Ambiental cobre os custos de limpeza e descontaminação, sendo essencial para mitigar rapidamente os danos ambientais. Este seguro é particularmente valioso quando substâncias contaminantes atingem corpos hídricos, podendo acarretar custos significativos.
Impacto do derramamento de ácido sulfônico em Joinville
O derramamento afetou gravemente um rio que abastece Joinville, o Rio Seco, provocando o desabastecimento de água para 75% da cidade. Além dos custos de limpeza, a transportadora enfrenta a possibilidade de futuras reivindicações judiciais por danos materiais, morais e outros prejuízos causados pela contaminação.
Leia no site da Revista de Seguros: “O perigo ronda as estradas do país na boleia dos caminhões”
Crescimento do Seguro Ambiental em Santa Catarina
Santa Catarina se destaca na contratação de Seguros Ambientais, com um aumento significativo na arrecadação e nas indenizações pagas em 2023. Este crescimento reflete uma maior conscientização sobre a gestão de riscos ambientais nas empresas, especialmente nas regiões mais industrializadas.
O mercado de seguros ambientais no Brasil
Embora ainda em evolução, o mercado brasileiro de Seguros Ambientais mostra sinais de crescimento. A conscientização sobre a importância deste seguro é crucial para proteger o meio ambiente e as empresas contra os elevados custos associados a desastres ambientais.
Previdência Privada: crescimento significativo no Brasil em 2023
A arrecadação bruta do setor atingiu a marca de R$ 170,1 bilhões, um aumento de 8,8% em comparação com o ano anterior, conforme divulgado pela FenaPrevi
Captação líquida e resgates: visão geral
Os resgates de planos de previdência privada cresceram, mas a uma taxa mais lenta, alcançando R$ 127,2 bilhões. A captação líquida, descontados os resgates, foi de R$ 42,9 bilhões, marcando um aumento de 28,4% em relação a 2022 e representando o melhor desempenho dos últimos anos.
Aumento dos ativos e impacto no PIB
Em 2023, os ativos totais em planos de previdência privada registraram um aumento de 14,2%, somando R$ 1,4 trilhão. Esse valor corresponde a aproximadamente 13% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional, evidenciando a importância do setor para a economia do país.
Perspectivas e desafios futuros
Edson Franco, presidente da Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), destaca a relevância dos resultados para a indústria de previdência privada e enfatiza o desafio de expandir a cobertura para mais brasileiros. A educação financeira e a conscientização sobre a importância da proteção à renda das famílias são vistas como estratégias essenciais para o crescimento contínuo do setor.
“O resultado é animador e consolida a tendência de recuperação da captação líquida pós-pandemia. Foram cerca de 225 mil novos entrantes em 2023, o que é ainda modesto considerando o déficit de cobertura da população brasileira e a relevância do produto em nossa sociedade, que está em rápido envelhecimento”
Preferência dos brasileiros: VGBL x PGBL
A maior parte da arrecadação em 2023 veio de planos VGBL, que representaram 90% do total, enquanto os planos PGBL e Tradicionais receberam, respectivamente, 8,2% e 1,8% das contribuições. Esses números refletem as preferências dos investidores brasileiros em relação aos tipos de planos de previdência disponíveis.
Panorama atual: planos e participantes
O Brasil fechou o ano de 2023 com 14 milhões de planos de previdência privada ativos, dos quais 62% são VGBL, 22% PGBL, e 16% Tradicionais. Com 11 milhões de participantes, sendo a maioria em planos individuais, o mercado ainda possui um grande potencial de crescimento, especialmente no segmento de planos coletivos, que atualmente representam apenas uma pequena fração do total.
Fonte: CNseg, em 20.02.2024